Realmente é uma exclamação dura de se aceitar, mas é
verdade. Em todos os lugares a bebida alcoólica é fartamente oferecida e
consumida. Hoje em dia é quadrado não beber. Parece um contra senso. Fala-se em
alcoolismo, e a própria sociedade incentiva o uso do álcool. Numa festa ninguém
gosta de bêbados, mas todos são estimulados a beber. Os jovens das nossas
Igrejas ficam perplexos ante essa situação ambígua. “Afinal a maioria bebe, que
mal pode haver desde que não exagere?”, perguntou-me certa vez um moço.
· Isaias 5-11 “Ai dos que se
levantam cedo para correrem atrás da bebida forte e continuam até a noite, até
que o vinho os esquente!”
A bíblia adverte várias
vezes quanto ao hábito ou vício de beber.
· Prov 23: 20 “Não estejais entre
os beberrões de vinho”.
Numa reunião de alcoólicos
anônimos, um alcoólatra fez a seguinte colocação: “Nas alamedas e nas avenidas
existem aquelas caçambas onde a dona de casa recolhe o lixo doméstico. Vem o
bêbado, na fase de apagamento, quando não sabe de onde vem e para onde vai,
encontra aquela caçamba de lixo, deita-se e dorme. No dia seguinte passa o
caminhão, leva o lixo e deixa o bêbado. Muitas vezes o bêbado vale menos que o
lixo.
· DEFINIÇÃO: Doença crônica, caracterizada por um distúrbio de comportamento perante
o álcool, com compulsão a beber álcool cada vez mais, interferindo na sua saúde
e no desempenho no trabalho, em casa ou na comunidade. Caracteriza-se por
episódios repetidos de intoxicação ou bebedeiras.
Acredita-se ser uma forma de
vício porque apresenta pelo menos duas características do vício:
Tolerância: necessidade cada vez mais de álcool para se obter os efeitos que antes
eram conseguidos com doses menores.
Dependência física: desenvolvimento de sinais e sintomas específicos quando o álcool é
suspenso após um período de intoxicação crônica.
Basicamente existem dois
tipos de bebedores:
1) O bebedor social - constituído por aqueles que bebem por prazer ou pelos efeitos
enebriantes do álcool, mas que podem,
num determinado momento, voluntariamente, suspender o uso do álcool.
2) Alcoólatra genuíno - composto de pessoas com impotência frente ao
álcool. Ao iniciar um trago, não para mais, não consegue mais parar. De uma
forma ou de outra, os efeitos deletérios do álcool se fazem presentes.
A prevalência exata do
alcoolismo é difícil de se determinar. Em 1978, uma estimativa feita pelo
Departamento de Saúde, Educação e bem Estar dos Estados Unidos, mostrou que 10%
dos habitantes daquela nação eram “bebedores problemas”.
Um levantamento feito pela
Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Alcoolismo mostrou que o
alcoolismo como doença atinge também 10% da população brasileira. Devemos
lembrar ainda que para cada indivíduo alcoólatra, pelo menos quatro membros da
família são afetados indiretamente.
Os dados mais recentes são
realmente alarmantes: 54% dos acidentes de trabalho, 51% dos acidentes de
trânsito, 20% dos pedidos de divórcio e 60% das ocorrências policiais são
provocadas pelo álcool, 80% dos menores abandonados tem pai e mãe alcoólatras.
1.
Certa vez, eu estava de plantão e me foi trazida uma criança de 6 meses
em coma, enrolada em uma toalha com álcool.
2.
criança de 5 anos em coma alcoólico
3.
mulher no consultório - a filha queria beber.
4.
o filme sobre a menina alcoólatra.
5.
é causa de morte em mais da metade dos acidentes de trânsito nos E.U.A
.
6.
o alcoólatra mente muito e encena dramas. Geralmente são boas pessoas
7.
O homem que tinha vontade de beber só na ponte do Rio Paraná
8.
Inventam histórias de morte de parentes chegados para justificar suas
faltas ou atrasos no emprego.
Uma pesquisa feita no Brasil
com 30.758 adolescentes da 5a. e 8a. série constatou que
de longe as drogas mais consumidas pelos estudantes são o álcool e o tabaco.
14,5% desses alunos já consomem bebida alcoólica freqüentemente e 77,5% já
tinham experimentado a bebida alcoólica.
É interessante como a
sociedade repudia o alcoolismo e ao mesmo tempo o incentiva. Na televisão vemos
propaganda diariamente de bebidas sem o
menor constrangimento.
· “51 é uma boa idéia”.
· “Kaiser é uma grande
cerveja”.
· “Chama o Velho que vem coisa
boa” (Velho Barreiro )
· “Diga não às drogas”
“Drogas, tô fora”.
Em 1990, o Brasil consumiu
7,9% do seu PIB com gastos em conseqüência de drogas, como ocupação em leitos
hospitalares, consultas médico-psiquiátricas, ausência no trabalho, etc. E só
gastou 4,2% do PIB em Educação. O que me causou espanto foi o fato de ler nessa
mesma pesquisa a declaração de que o grande consumo de bebida alcoólica no
nosso meio ( Brasil ) é explicado pela tolerância cultural muito grande em
relação ao álcool. E essa mesma socióloga ( Beatriz Carlini-Cotrin ) declarou:
“Desde que o consumo de álcool e tabaco seja moderado, não há problema. O
álcool tem uma função social muito importante de cumprimento de papeis rituais,
formaturas, batizados, etc”.
· Como vamos erradicar o
alcoolismo, se não houver incentivo ao não consumo de álcool, mesmo em doses
ditas moderadas? De fato é necessário medidas radicais, o que certamente não
agradaria a alguns grupos descompromentidos com a saúde da população.
CAUSAS DO ALCOOLISMO
Existem muitas teorias a respeito das causas
eventuais para explicar o alcoolismo, mas em geral essas teorias repousam sobre
perspectivas limitadas de especialistas em áreas específicas. Assim o
alcoolismo tem sido atribuído a defeitos de hereditariedade, nutrição,
distúrbios da função endócrina, homossexualidade latente, miséria econômica,
influências sociais ruins. A verdade é que a causa é desconhecida. As
concepções mais aceitas reconhecem que o alcoolismo pode ter um fator
constitucional subjacente, uma predisposição que torna algumas pessoas mais
vulneráveis que outras ao álcool.
Segundo os estudiosos do
assunto há alguns critérios para o diagnóstico de alcoolismo que podem ser
observados em vários casos. São necessários pelo menos 3 dessas condições:
(a) Tolerância: isto é, a
necessidade de doses aumentadas de álcool para conseguir a intoxicação ou outro
efeito desejado, ou uma grande diminuição do seu efeito com a mesma quantidade
de álcool.
(b) Sintomas característicos de
retirada, ou a ingestão de álcool para aliviar ou evitar tais sintomas.
(c) Ingestão de maiores
quantidades de álcool, ou por um período maior do que o desejado.
(d) Desejo persistente, ou um ou
mais insucessos na tentativa de reduzir ou controlar a ingestão de álcool.
(e) Perda de muito tempo em
atividades necessárias para conseguir e beber álcool, ou para se recuperar dos
seus efeitos.
(f) Abandono de atividades
sociais, ocupacionais e recreativas importantes devido a ingestão de álcool.
(g) Ingestão contínua de álcool,
inclusiva pela manhã, apesar do conhecimento de que o álcool é o responsável
por problemas de ordem social, psicológica, física e profissional, ou que o
álcool pode exacerbar estes problemas.
ABSORSÃO DO ÁLCOOL
20% ocorre no estômago. Sua
presença pode ser detectada no sangue em 5 minutos da ingestão e a concentração
máxima é alcançada em 30-90 minutos. No alcoólatra a concentração sangüínea
aumenta mais rapidamente e atinge níveis mais altos do que nos abstêmios.
- difunde-se em todo o
organismo inalterado.
FÍGADO
- Hipoglicemia induzida pelo álcool
Hepatite
Cirrose
TRATO GASTROINTESTINAL - Altera a motilidade esofageana com refluxo
gastroesofágico
Gastrite aguda e crônica
SISTEMA CARDIOVASCULAR - diminui a excitabilidade e contractilidade do
músculo cardíaco ( miocardiopatia alcoólica ).
3 drinks por dia podem levar
a hipertensão arterial.
SANGUE E MEDULA ÓSSEA - anemia, leucopenia, deficiência de ácido fólico
SISTEMA ENDÓCRINO - Hipogonadismo. Em homens não alcoólatras, mesmo uma
única intoxicação é suficiente para diminuir os níveis plasmáticos de
testosterona.
SISTEMA NERVOSO - intoxicação aguda - coma
Síndrome de abstinência ou
retirada - tremor, alucinações, convulsões, delirium tremens.
Um copo de cerveja pode
diminuir os reflexos de um motorista.
Podem ocorrer também doenças nutricionais como: D. de Wernick-kosakoff,
degeneração cerebelar, neuropatia periférica, neuropatia óptica ( ambliopia
álcool-tabaco ), demência alcoólica, miopatia alcoólica, síndrome fetal -
alcoólica ( mal formação craneo-facial, defeitos nos membros e coração ).
OBSTET-GYNECOL 77: 361-364,
1991 Little, B.B. , Snell C.M.
O retardo de crescimento
assimétrico é caracterizado por uma circunferência da cabeça, que é
relativamente maior do que o peso de nascimento. Entre os lactentes que foram
expostos ao álcool e/ou a cocaína, este padrão é invertido. Cada vez mais , tem
sido descrita a microcefalia entre lactentes expostos a cocaína (
circunferência cefálica desproporcionalmente
pequena para o peso corporal ao nascer ). A exposição pré natal ao
álcool está associado com retardo de crescimento cerebral em seres humanos e em
animais de experimentação. O presente estudo indica uma diferença entre os
efeitos do álcool e cocaína sobre o crescimento relativo do cérebro e corpo
fetal, porque os efeitos do álcool parecem ser mais agressivos ao crescimento
do que a cocaína.
Este padrão alterado de
crescimento do cérebro é o oposto ao retardo de crescimento típico causado pela
desnutrição. O padrão normal do mamífero é preservar o crescimento cerebral as
expensas do crescimento corporal. Isto tem sido demonstrado em fetos e
lactentes humanos que sofreram subnutrição intrauterina. Portanto a exposição
do álcool e cocaína durante o desenvolvimento embriofetal pode alterar o padrão
básico do crescimento geneticamente programado dos mamíferos, provavelmente
através de um mecanismo de interação entre o gem e o meio ambiente.
· “O álcool faz mais do que matar, ele desonra” ( Calebe Elias do Carmo )
· O homem rico que perdeu
tudo. Teve polineuropatia e dependência por codeína. Passou a trabalhar de
empregado dos próprios irmãos.
ASPÉCTOS LEGAIS
O alcoólatra é considerado
responsável pelos seus atos, portanto passível de punição. É bom lembrar que o
indivíduo alcoolizado pode não saber o que está fazendo, e cometer uma série de
desavenças e ser responsabilizado por isso. A lei não ampara a desculpa de que
não sabia o que fazia porque estava sob efeito de bebida alcoólica.
TRATAMENTO
O tratamento pode ser
considerado fácil e ao mesmo tempo difícil. Fácil, porque é “apenas” parar de
beber. Difícil, porque parar de beber é um suplício. O tratamento é total abstinência de álcool.
1
O médico tem que entender o
alcoolismo
e sua natureza, ajudar o paciente a
entender o seu problema e motivá-lo a aceitar o tratamento. Fazê-lo entender
que, devido a uma constituição peculiar é impossível ou incapaz de beber com
moderação. Nada se ganha com atitudes punitivas ou de moralização.
2
Antabuse - ( dissulfiran ) Causa acúmulo de aldeído
acético, com náuseas, vômitos e hipotensão.
3
Bromocriptina - em estudos na Universidade
da Califórnia.
4
Naloxone – (Revia)
5
Alcoólicos Anônimos - provou ser uma força
eficaz na reabilitação dos alcoólatras. A filosofia básica de AA consta de :
·
Necessidade de
ajudar outros alcoólatras
·
Crer em Deus
·
Testemunho em grupo
·
Crença de que o alcoólatra é impotente em controlar o seu alcoolismo.
A filosofia baseia-se na
abstinência por 24 horas. Metade dos que se interessam por AA, não tem recaída,
e entre os que recaem, um número significativo eventualmente se recupera. O AA
desenvolve organizações paralelas – alanon e alateen, que dão suporte às
esposas e filhos dos alcoólatras
6
Conversão a Jesus Cristo – O livro de “Alcoólicos
Anônimos”, pag 179 declara “Muitos alcoólicos chegaram a conclusão de que para
se recuperarem teriam de adquirir uma imediata e profunda “consciência de Deus”
seguida logo por uma grande mudança de sentimento e de atitude”. Muitas pessoas
tem abandonado a bebedeira, quando entrega a sua vida ao Senhor Jesus,
colocando toda a sua confiança nEle. A profunda transformação ocorrida na
conversão leva o alcoólatra a sentir –se fortalecido a superar o problema do
alcoolismo.
A POSIÇÃO BÍBLICA
Os Hebreus designavam as bebidas
fortes, fermentadas como “Shekar”. A Bíblia, em vários textos recomenda o
cuidado com a bebida alcoólica. O vinho era a bebida nacional e usada
costumeiramente, provavelmente devido a escassez de água potável.
Existe um livro chamado “Deus é a favor do alcoólatra”.
Isto é uma verdade porque Deus ama o bêbado, mas não tolera o alcoolismo.
Na Bíblia existem alguns
casos de bebedeira e suas conseqüências, relatadas para nossa edificação e
ensino. No livro de Gênesis cap. 9 a partir dos versos 20 em diante encontramos
Noé plantando uma vinha. Diz o texto que Noé bebeu do vinho, embriagou-se, e
ficou nu dentro da sua tenda. Seu filho Cão viu o pai e falou com seus irmãos,
que estavam fora. Eles tiveram toda a consideração com o pai e o cobriram com
uma capa. Mas tiveram constrangimento com esta situação e foram ter com seu pai
de costas, para não ver a nudez de Noé.
A bebida humilha, sacrifica e deixa marcas nas famílias, principalmente na
esposa e nos filhos.
Ainda no livro de Gênesis encontramos outro
caso de bebedeira trazendo dificuldades familiares. No Cap 19:32-38 vemos como
as filhas de Ló usaram da bebida para enganar o seu pai, e engravidaram dele.
Ló embriagado teve relações sexuais com as suas filhas que deram a luz a um
filho cada uma. “As duas filhas de Ló
conceberam de seu pai”( Gen 19:36 ).
No livro de Daniel temos um
episódio de bebedeira entre os componentes da corte da Babilônia. Lá estavam
presentes as mais altas autoridades da cidade. O rei Belsazar deu um grande
banquete a mil de seus grandes, e bebeu vinho na presença de mil pessoas. Mas
depois de provar o vinho cometeu uma grande abominação ao Senhor. Mandou trazer
os vasos de ouro e de prata, que Nabucodonozor, seu pai havia trazido do templo
de Jerusalém, para que bebessem por eles o rei, e os seus companheiros, suas
mulheres e suas concubinas. Estes vasos tinham sido tirados da casa de Deus.
Além de beberem nesses vasos, ainda deram louvores aos falsos deuses. O Deus
verdadeiro não podia ficar calado e aconteceu o famoso episódio da mão
escrevendo verdades incontestáveis na parede do palácio. “O rei via a parte da mão que estava escrevendo” ( 5:5 ).
O profeta Oséias escreveu : “A luxúria, o vinho e o mosto tiram o
entendimento”( 4:11).
A Bíblia relata várias
situações, em que podemos verificar o cuidado que devemos ter com a bebida
alcoólica.
Os sacerdotes e seus filhos não podiam beber vinho,
nem coisa que pudesse embriagar quando tivessem que entrar no tabernáculo do
testemunho. “Não bebereis vinho, nem bebida forte, nem tu nem teus filhos quando
entrares na tenda da revelação, para que não morrais; estatuto perpétuo será
isso pelas vossas gerações”. Lv 10: 9.
·
Os reis e os príncipes não deviam tomar bebidas embriagantes, a fim de
não transformarem a justiça na causa dos filhos do pobre. “Não é dos reis, Ó Lemuel, não é dos reis beber vinho, nem dos
príncipes desejar bebida forte, para que não bebam e se esqueçam de lei e
pervertam o direito de quem anda aflito”. Prov 31:4.
·
O profeta Isaias foi compelido a descrever a conduta dos sacerdotes e
profetas de Judá, tomados pela embriagues e abandonando a justiça. “Mas também estes cambaleiam por causa do
vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta
cambaleiam por causa da bebida forte, estão tontos do vinho, desencaminham-se
por causa da bebida forte; erram na visão e tropeçam no juízo. Pois todas as
suas mesas estão cheias de vômitos e de sujidade, e não há lugar que esteja
limpo”. Isaias 28: 7-8.
·
Os nazireus eram pessoas que se consagravam especialmente a Deus. “Disse mais o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel e
dize-lhes. Quando alguém, seja homem, seja mulher fizer voto especial de
nazireu a fim de se separar para o Senhor, abster-se-á de vinho e de bebida
forte; não beberá vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte, nem bebida
alguma feita de uvas. Num 6: 1-3.
·
Deveres dos bispos: “É
necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher,
temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho,
não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso; que governe
bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito”. 1
Tim3: 2-4.
·
A postura do cristão deve ser de abstinência total de bebida alcoólica.
O nosso corpo é templo do Espírito Santo, e não podemos expô-lo a substâncias
nocivas como álcool e outras coisas. “Ou
não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós,
o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos”? ( 1 cor 6:19 ).
·
O pastor Nite, que foi missionário em Portugal, tem uma experiência
interessante com esse problema. Naquele país, é comum, devido ao frio, os
crentes tomarem vinho às refeições. Certa vez, o pastor foi convidado para um
almoço na casa de um dos líderes da Igreja. O vinho foi servido normalmente. O
pastor, gentilmente, recusou. Mas nada falou sobre seus motivos. Noutra
ocasião, foi novamente convidado para outra refeição na casa dessa pessoa. O
pastor novamente não fez uso da bebida. Aí o chefe da casa perguntou seus
motivos, e foi esclarecido. O homem então respondeu: “Se não é bom para o meu
pastor, não pode ser bom para mim e minha família”. E o assunto foi passado de
família em família, e logo a Igreja deixou este hábito, graças ao testemunho
firme de seu pastor.
·
Meu irmão, logo que se converteu, foi convidado para jantar com seus
familiares num restaurante. Ele é uma pessoa muito sincera e queria fazer a
vontade de Deus. Mas ainda não tinha sido instruído quanto a este problema.
Logo foi colocado um copo de chope na sua frente. Mas aquilo o estava
constrangendo. O que fazer? Ele, em oração pediu orientação do Senhor. A
resposta de Deus não tardou. Um garçom,
esbarrou no seu copo e derramou tudo na mesa. Ele entendeu como um recado de
Deus. E nunca mais fez uso de bebida alcoólica.
·
O meu filho mais velho certa vez viu alguém colocar cerveja no meu copo
sem que eu visse. Ele repreendeu o homem e disse: “Meu pai não bebe essas
coisas”.
·
O apóstolo Paulo adverte que todas as coisas me são lícitas, mas nem
tudo me convém ( 1 Cor 6:12, 10:23 ).
·
Um sacerdote muito fiel a Deus, chamado Zacarias, certa vez recebeu a
visita de um anjo do Senhor que falou do nascimento de seu filho. Ele ficou
espantado porque não tinha filhos e era de muita idade. O anjo descreveu como o
menino seria entre outras qualidades assim falou: “..ele será grande diante do Senhor; não beberá vinho, nem bebida
forte; e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe”. ( Luc
1:15 ).
·
O testemunho para o cristão é muito importante, e é mais uma razão para
não se ater ao uso de bebida alcoólica. Vejamos o conselho de Habacuque. “Ai daquele que dá de beber ao seu próximo,
adicionando à bebida o seu furor, e que o embebeda, para ver a sua nudez” ( Hc
2:15 ).
·
Robert M M’Cheyne: “Considero o meu coração como pólvora: a menor
faísca de tentação pode incendiá-lo; por isso me esforço para conservá-lo
sempre umedecido pelo orvalho do Espírito Santo”.
·
Prov 20:1 “O vinho é
escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que nele errar não é
sábio”
Prov 23: 31-32 “Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho,
quando resplandece no copo e se escoa suavemente. No seu fim morderá como a
cobra e como basilisco picará”.
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