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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

APOSTILA SOBRE HOMOSSEXUALISMO


I) INTRODUÇÃO

II) TESTEMUNHOS

III) ARGUMENTOS A  FAVOR DO HOMOSSEXUALISMO

               IV) CAUSAS, DESENVOLVIMENTO E CONSEQÜÊNCIAS DO            HOMOSSEXUALISMO

V) O QUE A BÍBLIA DIZ

VI) PASSOS PARA A CURA

VII) A MÍDIA (PRÓ E CONTRA)

VIII) ALGUMAS PERGUNTAS

IX) A IGREJA E OS HOMOSSEXUAIS 

X) MINISTÉRIOS DE AJUDA


I - INTRODUÇÃO

Devido ao crescente interesse da sociedade pelo homossexualismo, e à contínua imposição desse comportamento pela mídia televisiva, impressa e radiofônica, além de toda literatura que ocupa as principais prateleiras das livrarias e bancas de jornais, decidimos publicar a apostila que o prezado(a) leitor(a) agora tem em mãos.
Esta apostila tem por objetivo esclarecer as principais dúvidas sobre o tema e desfazer alguns mitos propositalmente criados pelos militantes do movimento gay. Nosso desejo é que cada pessoa que tiver acesso a este material possa examiná-lo de mente aberta e compreender que o homossexualismo jamais dará a última palavra na vida daqueles que buscam em Deus a porta de saída. Se isso acontecer, já nos sentiremos recompensados. Boa leitura!

II - TESTEMUNHOS
VERA LÚCIA ESPÍNDOLA
Uma das maiores preocupações atuais, principalmente em países do Terceiro Mundo, é o problema dos meninos de rua.  Já se sabe que a maioria dessas crianças vai para a rua por não suportar os maus tratos em casa.  Algumas dessas crianças, além da violência sofrida, são também vítimas indefesas de abusos sexuais.  O que o governo pode fazer para dar um basta em tudo isso?  E nós, cristãos evangélicos, o que devemos fazer com o mal que fizeram conosco?

Gostaria de alertar aos pais que vigiassem mais seus filhos e dialogassem com eles diariamente para saber se estão sendo vítimas de “lobos devoradores”.  E, para ajudar aos que sofreram e perderam o prazer de uma vida sadia, resolvi contar a minha história.  Lendo o meu testemunho você vai saber porque os lírios nascem no lodo e porque, também, o extraordinário Deus da Bíblia transforma maldição em bênção. Prepare seu coração.

Meu nome é Vera Lúcia Espíndola e tenho 33 anos.  Desde pequena era alegre, simpática e despertava a atenção de todos – principalmente dos adultos.  Eu gostava de beijar as pessoas, abraçar e fazer carinho.  Tudo para mim era pureza e inocência até que, aos nove anos, por ter o corpo bem desenvolvido, comecei a ser vítima da sedução de alguns adultos.  Eram dois homens próximos da família e sedentos de sexo...

O primeiro tirava minha roupa e tentava me estuprar.  Eu ficava confusa e com muito medo.  E ele, por receio de ser descoberto, desistia antes da penetração.  O segundo acariciava meus seios e me beijava maliciosamente.  Ele dizia que estava fazendo aquilo porque “um dia alguém vai fazer mesmo.  Eu só estou adiantando”. 

Um não sabia do outro.  Mas eu, sozinha e assustada, era vítima dos dois.  Foi nessa época que comecei a sentir medo dos olhares masculinos.  Comecei a achar que os homens, rapazes e meninos me viam somente como objeto de desejo.

Na adolescência comecei a participar de quase todas as atividades da igreja católica.  Buscava um refúgio para minha alma.  Eu queria ser freira “só para não ter de casar”, pensava.  Lutei para entrar no convento, mas minha mãe me impediu.  Ela não me deixou viajar para Minas Gerais e realizar esse estranho desejo.  Ela parecia adivinhar meus pensamentos.  Afinal, seu sonho era que eu me casasse e lhe desse netos.

Nessa época, então, comecei a namorar.  Namorei muito, mas os rapazes só desejavam meu corpo e queriam carícias muito íntimas.  Eles não se preocupavam em conversar comigo e ser meus amigos também. 

Comecei a namorar um rapaz no colégio e gostar muito dele.  Mas, pouco tempo depois, perdi a virgindade com ele.  Fui vítima de uma armadilha sua e forçada a ter relação sexual.  Passei a me sentir mais podre do que na infância.  Mesmo traumatizada, continuei minha busca por um namorado que me respeitasse e fosse meu amigo também.  Foi assim que conheci Arnaldo.

Ele era tudo o que eu esperava de um namorado.  Ele me conquistou com carinho, amizade e paciência.  Resolvi, então, sair de casa com Arnaldo.  Ele vivia num barracão de  candomblé.  Lá fiquei estupefata com tudo o que vi.  Os homens se beijavam na boca e as mulheres também.  Começou a nascer uma curiosidade dentro de mim.  Pouco tempo depois voltei para casa, mas continuei a freqüentar o centro de candomblé e a namorar Arnaldo até que...

Um dia descobri que ele tinha um caso com o pai-de-santo do terreiro.  Arnaldo também era gay.  Fiquei profundamente decepcionada. 

Quem me contou a verdade foi Tania, a irmã do pai-de-santo.  Ela me preparou emocionalmente, me tratou com muito carinho e me contou tudo.  Aproveitando-se do meu momento de carência, ela me fez “entender” que os homens não sabiam dar amor verdadeiro a uma mulher, mas outras mulheres sim.  Ela já estava
apaixonada por mim e conseguiu me convencer a ser sua amante.  Saí de casa mais uma vez e fui morar com ela.

Não demorou muito para ela começar a me humilhar na presença de outras pessoas e até me agredir com socos no rosto.  Ela era uma moça muito feia e mal-cuidada, mas eu não tinha forças para deixá-la.  Todos diziam que ela havia feito macumba para mim por causa do contraste da nossa aparência e até personalidade.  Eu já estava com 17 anos e, com muito esforço, terminei o relacionamento e voltei para casa.

Mas ela não me deixava em paz querendo voltar.  O pai-de-santo também começou a me ameaçar.  Ele dizia que se eu não “fizesse o santo” (raspar a cabeça e ficar sete dias num quarto entre comidas podres, ratos e baratas), eu pagaria muito caro.  Segundo ele, os guias iam me botar louca, no hospício.  Poucas semanas depois aquela profecia diabólica se cumpriu.

Um dia eu saí do colégio e minha ex-namorada me seguiu até à estação de Vigário Geral (subúrbio do Rio de Janeiro) tentando me convencer a continuar o caso.  Eu insistia que não, mas ela discutiu comigo até depois das 23 horas.  O último trem já havia passado e o que nós não sabíamos era que estávamos sendo espreitadas.

Dois homens apareceram “do nada”, nos agarraram e nos levaram para um matagal próximo.  Ali nós duas fomos estupradas e abandonadas.  Poucos dias depois eu estava internada em um hospício, louca.  O trauma foi muito grande e comecei a ter problemas mentais.  Esquecia tudo.  Minha virou um inferno e fui internada três vezes em hospitais psiquiátricos – inclusive no Pinel.  A profecia maligna tinha se cumprido e aqueles guias infernais tentaram, durante anos, me matar.

Mesmo em meio a tantas tribulações quase consegui reestruturar minha vida.  Tornei-me adulta e, adquirindo mais experiência no lesbianismo, resolvi ter um caso fixo com uma mulher madura e responsável.  Foi aí que conheci Sandra e começamos a nos relacionar.

Roberto, um colega do escritório onde trabalhava, sabia dos meus envolvimentos no lesbianismo.  Ele me achava bonita, simpática e feminina e, por isso, resolveu me ajudar como amigo.  Ele era casado e não escondia isso.  Roberto começou a me mostrar que muitos homens tinham caráter e que eu poderia ser plenamente feliz ao lado de um deles.  Com o passar do tempo a amizade foi se transformando em admiração.  Pouco tempo depois eu estava apaixonada por ele.

Mais algumas semanas e eu estava grávida de Roberto.  Resolvi sair do emprego.  Sandra resolveu assumir a criança e fomos morar juntas “maritalmente”.  O bebê nasceu. Era um menino, a quem chamei de Leandro.  Roberto não conhecia o filho.

Quando Leandro fez quatro anos tive uma experiência que mudaria toda a minha história:  fui alcançada pelo amor de Deus em Jesus Cristo.  Comecei a enxergar tudo o que fazia de errado e ter vontade de mudar. 

Terminei o relacionamento com Sandra.  Pedi forças a Deus e abandonei o espiritismo.  Os “guias” começaram a me ameaçar de morte.  Fiquei com uma doença que me impedia de andar.  Mas Jesus logo me curou.  Comecei a freqüentar uma igreja evangélica e meu coração saltava de alegria em meio aos louvores a Deus.  Era a paz que eu sempre desejei.

Alguns meses após minha conversão reencontrei Roberto e ele, então, conheceu o filho Leandro – hoje com oito anos.  Seu casamento havia acabado há alguns anos e estava em processo de divórcio.  Roberto entregou sua vida a Jesus e se firmou no evangelho.  Cerca de dois depois nos casamos e tivemos mais dois filhos:  Thiago e Lidiane.

Como todas as pessoas eu também tenho problemas.  Porém, o mais importante é que Deus restaurou a minha vida, a minha mente, as minhas emoções. Hoje eu sou uma nova pessoa.  Aleluia!

Desde que me converti passei a orar e pregar o evangelho para Sandra.  E, mais uma vez, vi a glória de Deus.  Foi um milagre que transbordou minha alma de alegria: Sandra, minha ex-amante, teve uma experiência com Deus que também deu uma guinada em sua vida.  Através de um sonho, o Espírito Santo lhe falou para abandonar a idolatria e o espiritismo e servir a Jesus Cristo.  Aquela mulher que tinha o coração fechado ao evangelho obedeceu e também foi transformada por Deus.  Até mesmo sua aparência mudou.  Os vizinhos são testemunhas disso.  Os sambas que tocavam em sua loja deram lugar a louvores e cartazes com mensagens de esperança e fé.  Louvado seja Deus!

Amigo leitor, Deus pode transformar o ódio em amor, a tristeza em alegria e a morte em vida.  Basta somente pedir a Jesus que entre em seu coração e tome conta do seu ser.  Tudo vai mudar para melhor,
pois foi ele mesmo quem disse:  “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa (coração), e cearei com ele e ele comigo.” (Ap 3.20)

JOÃO LUIZ SANTOLIN
Ninguém pode negar que nesse fim de século o mundo tem vivido uma conspiração universal a favor do homossexualismo. Toda a mídia (escrita, falada e televisada) - inclusive a Internet- tem se aberto para discussões acerca dessa polêmica questão. Alguns chegam a afirmar que “o homossexualismo é o sexo do Terceiro Milênio”.

Os grupos de militância gay vivem brigando publicamente contra o preconceito que os atinge. Eles exigem da sociedade mais respeito e privacidade pela escolha que fizeram, mas pouco respeitam a privacidade dos homossexuais que não querem assumir seu estilo de vida publicamente - principalmente artistas e pessoas públicas

No Brasil isso está simplesmente começando, enquanto nos EUA essa prática já é rotina. Vários astros de  Hollywood são pressionados a “sair do armário”( assumir sua homossexualidade) - alguns dos quais acusados injustamente. Algumas biografias não autorizadas também são usadas para este fim. Essa estratégia objetiva mostrar ao mundo que uma pessoa muito bem sucedida intelectual e profissionalmente pode viver sua homossexualidade de uma forma “muito bem resolvida”. Isso estimularia pessoas comuns a seguirem o exemplo de seus ídolos.

Enquanto isso, os gastos com o flagelo da AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis aumentam vertiginosamente em todo o mundo. E a lista das vidas ceifadas também.

A igreja do Senhor Jesus Cristo não pode se calar diante de tamanho desafio. Os servos de Deus foram chamados para ter voz profética e falar de libertação, cura e salvação: “...para edificares e plantares”. Mas também foram chamados para falar de juízo: “para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares..”(Jr 1:10). Temos o dever de mostrar o caminho da cura e da restauração aos que desejam arrependimento, mas também o das terríveis conseqüências físicas, emocionais e espirituais para os que insistem em amar o pecado.

Motivado por esses fatos, resolvi compartilhar o meu testemunho. Certamente ele servirá para que pessoas que vivem o que eu vivi tenham uma nova esperança  e queiram a graça  de Deus transformando suas vidas diariamente.

Meu nome é João Luiz Santolin e tenho 34 anos. Sou o quinto dos seis filhos que meus pais tiveram. Minha infância foi marcada por muitas dificuldades financeiras num subúrbio do Rio. Nessa época eu ia sempre assistir televisão na casa de um colega vizinho, pois a nossa velha TV vivia com defeito.

Desde cedo percebi que meu pai era muito agressivo com a família. Ele era muito trabalhador - era funcionário da TV Globo -, mas bebia diariamente e criava grandes confusões dentro de casa. Ele sempre nos agredia com palavras ou fisicamente. Minha mãe era um dos seus maiores alvos. O amor que eu sentia por ele se transformou em repugnância. Eu não suportava nem mesmo ouvir sua voz.

Um dia, ao chegar da escola, fui brincar em um matagal que rodeava minha casa. Tive uma experiência que me marcaria pelo resto da vida. Ao entrar no mato vi muitas borboletas que sobrevoavam minha cabeça. Peguei uma pequena tábua e comecei a matá-las. Eu queria como que extravasar algo de dentro de mim. Talvez fosse uma revolta inconsciente por tudo que sofria.

Enquanto olhava para o chão e via um tapete de borboletas mortas aos meus pés, “desceu” uma voz, que me fez tremer na alma, dizendo: “Pára de destruir o que eu criei! Você não tem esse direito”. Quase desfalecido de susto, larguei a tábua e corri, tentando me esconder.  De uma coisa eu tinha certeza: aquela voz era a voz de Deus.

Passado certo tempo, eu estava na casa de um dos meus colegas vendo televisão. Eu estava sozinho no quarto com seu pai.  Deitado na cama, ele inventou algumas brincadeiras “inocentes” para brincar comigo.  Tirou a roupa e fez com que eu acariciasse seu corpo.  Eu tinha cerca de sete anos nessa época e não consegui perceber a malícia do que ele fazia.  Passei a ser alvo de um processo de sedução dele e de seu cunhado que, inclusive, tentou me violentar.  Eu sentia um misto de curiosidade, prazer, medo e culpa. Assim, em pouco tempo, em função da atenção que eles de me davam e da ausência afetiva do meu pai, passei a manter um vínculo afetivo e emocional com eles.

Ainda nessa época eu peguei uma das chupetas de um despacho de macumba para “brincar” carnaval. Eu estava de mãos dadas com minha mãe quando chegou um homem todo de preto que me agarrou dizendo que ia me levar embora com ele. Fiquei desesperado e chorei convulsivamente. Alguns minutos depois, ao ver o meu estado de choque, ele deu várias gargalhadas, acariciou minha cabeça e disse que tudo era brincadeira. Nunca entendi o por quê, mas, como estava começando a ler e escrever, acordei no outro dia tentando escrever na parede que estava sentindo uma saudade profunda dele.

As peças do quebra-cabeça diabólico estavam se encaixando sob o comando do inimigo e eu, incompreensivelmente, comecei a me apaixonar por pessoas do mesmo sexo.

Na adolescência, a primeira imagem que me veio à mente quando descobri a masturbação foi a das seduções que sofria.  Mais uma vez o prazer  e o medo se cruzavam.  Isso me levou a buscar refúgio na religião.  Na paróquia que freqüentava, o sacristão se apaixonou por mim e várias vezes beijou a minha boca na sacristia.

O conflito aumentava na mesma proporção em que meu aspecto masculino diminuía. Comecei a ter uma aparência bastante feminina.  Alguns homens nas ruas do bairro diziam não acreditar que eu era um menino e apalpavam meu corpo - muitas vezes com intenções eróticas. A essa altura, o apelido mais simples que eu tinha era “bicha” e o convite mais comum era para transar com os colegas e homens casados do bairro. Apesar do desejo que explodia dentro de mim, consegui me dominar e não me relacionar por ali.

Aos 14 anos comecei a trabalhar e ter mais liberdade. Meu local predileto de diversão - e inquietação interior -  passou a ser os cinemas “poeirinhas”, onde assistia a toda sorte de filmes pornográficos. Ali os homossexuais jovens eram alvo de todo tipo de carícias dos mais velhos ( homens de meia idade e velhinhos de até 70 ou 80 anos que mendigavam um pouco de atenção sexual).  Pouco tempo depois, cansado de cinemas e outros “points” gays, resolvi aceitar os convites e parti para o ato sexual em si.  Não tinha mais forças para lutar contra essa tendência.

Aos 17 anos comecei a cantar em serestas.  Foi nessa época que descobri que um certo cantor, que sempre via na TV, era gay.  Consegui seu telefone e em pouco tempo já estava num enorme apartamento da zona sul do Rio tendo um relacionamento homossexual com ele.  Na verdade, eu queria sair da pobreza, ter dinheiro e fama e o usaria para isso - apesar do respeito que passei a nutrir por ele.

Três meses antes, no entanto, um colega de trabalho havia pregado o evangelho para mim. Ele dizia que Jesus Cristo ia voltar para arrebatar (levar para o céu) os que obedeciam a sua palavra e não viviam praticando o pecado. Eu nunca tinha ouvido aquilo nas missas, mas descobri que estava na Bíblia. Senti-me profundamente ameaçado. Eu sabia que não “subiria” se continuasse daquela forma.  Mas, mesmo com esse temor no coração e crendo nessa verdade, eu “não tinha tempo” para aceitar os convites do colega e assistir a um culto evangélico.

Hoje como cristão, sei que o Espírito Santo visita o homem em qualquer lugar do Cosmos para convencê-lo da justiça, do pecado e do juízo.  O Espírito Santo não tem preconceito, como muitos de nós.  Ele visita prostitutas nos meretrícios, traficantes em bocas-de-fumo, homossexuais em boates gays, milionários e famosos depressivos em suas fortalezas solitárias, enfermos em seus leitos etc. E foi exatamente numa dessas explosões da misericórdia de Deus que o Espírito Santo me visitou.

Eu estava literalmente me relacionando com aquele cantor quando ouvi a mesma voz que falou comigo quando eu tinha sete anos:  “Eu não te criei para viver assim!  Você precisa se arrepender!”  Quase não suportei mais ficar de pé.  Tive vontade de cair de joelhos naquele momento, chorar muito e pedir perdão a Deus.  Mas não tive coragem.  O orgulho falou mais alto.  Achei que passaria muita vergonha diante daquele homem. E completamente desnorteado, terminei aquela relação e fui embora.  Chorei muito no ônibus.  Era dia 31 de dezembro de 1982.  Saí dali para nunca mais voltar.

Comecei a me render a Deus e, para que eu não tivesse dúvidas, três meses depois Ele me deu um sonho (que mais pareceu um êxtase) onde eu vi o arrebatamento da igreja acontecendo. O mundo havia virado um caos. Tudo estava em ruínas pelos ares e a atmosfera era impregnada de angústia, dor e ranger de dentes. Acordei impactado com a revelação e o Senhor me disse que estava confirmando a palavra que seu servo pregara para mim. Foi assim que entreguei a minha vida a Cristo e comecei a ter força para mudar.

No início não foi fácil.  A pior luta é a que se trava consigo mesmo.  Era a luta contra aquela velha natureza que teimava em permanecer dentro de mim.  Mas eu descobri na Palavra de Deus um versículo fundamental para a libertação do ser e a cura da alma: “O que encobre as sua transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”.  (Pv.28:13).  Foi essa palavra que me fez buscar a ajuda de pastores e terapeutas cristãos.  Eles me ajudavam constantemente com a oração e o coração, com conselhos e “com seus ouvidos”.  Louvado seja Deus! Ele é real! Aleluia!

Comecei a entender que toda aquela amargura e falta de perdão que carregava por meu pai e pelos que me seduziram tinha que ser desarraigada do meu peito.  Ajoelhei-me, pedi forças a Deus, e o Espírito Santo me ensinou a perdoar.  O perdão traz cura e libertação.  Comecei a me sentir mais gente, ter força para estudar, trabalhar e vencer na vida.  Os assédios, as tentações, orgulho e egoísmo, as deformidades da alma são vencidos diariamente pela graça de Deus.  É “... como a luz da aurora que vai brilhando mais e
mais até ser dia perfeito.”  (Pv 4:18)  Só Jesus Cristo pode nos ajudar diariamente a viver com pureza e santidade nesse mundo que virou uma aldeia lasciva.

Hoje, quinze anos depois, sou muitíssimo grato a Deus por tudo o que tem feito em minha vida e família. Minha mãe, inflexivelmente católica, rendeu-se a Cristo. Meu pai foi liberto da bebida, do cigarro, entregou a sua vida a Jesus também. Quase todos os meus irmãos já tiveram um encontro real com Deus. Minha família não vive mais em confusões e conflitos, mas em paz.

Querido leitor, depois de abrir meu coração com tanta sinceridade, eu só posso afirmar que Deus o ama muito, muito!  Ele quer fazer milagres diariamente em sua vida.  O que Ele pede?  O seu coração, a sua vida, o seu ser.  Por mais difícil que seja o seu problema, Deus é maior e é também especialista em impossíveis.  Há algum tempo ouvi uma frase que permanece em meu coração: “Não diga a Deus o tamanho do seu problema; diga ao seu problema o tamanho de Deus”. Entregue sua vida a Ele e você verá um milagre acontecer. Que Ele te abençoe em Jesus Cristo!

III - ARGUMENTOS A FAVOR DO HOMOSSEXUALISMO
Muitos argumentos a favor do homossexualismo têm sido levantados para justificar e/ou explicar porque  alguém sente atração por pessoas do mesmo sexo. Dentre os mais comuns destacam-se os seguintes:

1. “Homossexualismo é genético”
As pessoas que utilizam este argumento afirmam que há “causas biológicas” para o homossexualismo.  Segundo esse argumento, os homossexuais (tanto homens como mulheres) já nascem assim. Quem defende esta idéia procura sempre transmitir uma aparência de verdade cientificamente comprovada e inquestionável.  Estudos para provar que o homossexualismo é genético já foram feitos, mas sem qualquer êxito. Muitos cientistas -  alguns dos quais homossexuais e simpatizantes - têm-se esforçado em achar qualquer prova, mas tudo o que conseguiram foi fortalecer o fato de que o homossexualismo não é genético.

2. “Homossexualismo não é doença”
Se há alguma coisa que causa verdadeira cólera entre os homossexuais é dizer que o homossexualismo é doença.  Não é necessário nem utilizar a palavra doença.  Basta dizer que não é normal ou que tem cura, para que eles logo se manifestem.
O que a maioria das pessoas não sabe é que até 1973 a Organização Mundial de Saúde (OMS), entidade ligada à ONU, afirmava que homossexualismo era distúrbio psicológico.  Essa declaração só foi removida depois de muitas pressões dos movimentos  de militância gay e dos homossexuais infiltrados nas altas rodas do poder. Não houve nenhuma razão científica para essa modificação.


3. “A Psicologia admite o homossexualismo como natural”
Existem muitos psicólogos que incentivam a prática homossexual.  Isso não deve causar admiração alguma, pois muitos homossexuais buscam os cursos de psicologia visando equilibrar sua própria vida emocional e acabam tornando-se os principais incentivadores desta prática junto àqueles que os procuram na esperança de mudar.
Contudo, a psicologia encara o homossexualismo como comportamento adquirido e para isso fornece diversas razões.  Todo psicólogo honesto procura levar seu paciente à mudança de comportamento.  Isso nem sempre é possível utilizando apenas os conhecimentos da psicologia, mas há diversos casos de sucesso registrados.
O próprio Sigmund Freud, o pai da psicanálise, encarava o homossexualismo como desequilíbrio emocional.

4. “Eu nunca consegui prazer com pessoas do sexo oposto”
Isso não é difícil de entender.  É a mente que responde prazerosamente ou não aos estímulos físicos através da visão, audição, tato etc.  Se uma pessoa começa a se relacionar com outra do mesmo sexo e alcança prazer, ela será auto-estimulada a repetir o ato em busca de mais prazer.  Cada vez que essa pessoa praticar o homossexualismo e alcançar prazer, estará reforçando o hábito, até chegar ao ponto de não se interessar mais pelo sexo oposto, pois sua mente já foi condicionada pelo prazer homossexual.  Entretanto, do mesmo modo que o comportamento homossexual foi adquirido, poderá ser revertido.

5. “E o hermafrodita?”
Quem chega levantar esse tipo de argumento já provou que não entende nada de homossexualismo, menos ainda de hermafroditismo.
Hermafrodita é a pessoa que nasce com duas genitálias, ou seja pênis e vagina. Essa anomalia se dá na formação do feto, mais especificamente na hora de definir o sexo do bebê.
Mas, preste muita atenção: apesar de o bebê nascer com, aparentemente, dois órgãos sexuais, ele só manifestará uma prevalência sexual (no hermafrodita uma genitália é falsa e outra é verdadeira) .  E será justamente essa prevalência, somada aos exames médicos sobre sua constituição orgânica que definirão qual dos dois sexos deverá ser operado e inutilizado.
Na maioria das vezes só o órgão correspondente à sua verdadeira sexualidade nasce no tamanho normal.  O
outro é atrofiado.  Muitas vezes, definida a sexualidade daquela pessoa, ela exercerá apenas o seu papel sexual de homem ou de mulher - nunca os dois.
Como esses casos são raríssimos e não justificam o homossexualismo nem mesmo na vida dos portadores dessa anomalia, é tolice querer justificar o comportamento gay/lésbico de milhares de pessoas fisicamente saudáveis utilizando tal argumento.

IV - CAUSAS, DESENVOLVIMENTO E CONSEQÜÊNCIAS DO HOMOSSEXUALISMO
1. Causas
São diversas as causas do homossexualismo, porém sempre ligadas à vida emocional e espiritual.
Há pessoas que foram iniciadas no homossexualismo quando eram crianças - na maioria das vezes por um adulto da família ou vizinhança.  Outras pessoas foram vítimas de abuso sexual.  Outros, ainda, cresceram em famílias desequilibradas, onde os papéis do pai ou da mãe estavam trocados ou indefinidos.  Quando o homossexualismo não é fruto de aliciamento ou violência sexual, sua causa mais comum é o desequilíbrio da família.
Não poderíamos deixar de citar as causas espirituais do homossexualismo.  São inúmeros os casos de homens e mulheres que nunca sentiram qualquer atração por pessoa do seu próprio sexo, mas que depois de certos rituais religiosos começaram a manifestar tendências homossexuais e passaram a praticar o homossexualismo.  Estes relatos vêm especialmente de pessoas envolvidas com umbanda, candomblé, espiritismo e religiões afins.

2. Desenvolvimento
Cada pessoa desenvolve a homossexualidade de uma forma.  Umas começam a utilizar roupas e acessórios do sexo oposto, ou seja, meninos que gostam de vestir roupas da mãe ou irmãs, passar batom, brincar só com bonecas etc.  Meninas que só vivem brincando com meninos, têm todo jeito de menino e gostam de usar as coisas do pai.
Todavia, não podemos ser ingênuos ao ponto de pensar que todo mundo que se torna gay ou lésbica começa assim.  Pelo contrário, há meninos muito masculinos e meninas muito femininas que podem  vir a assumir a homossexualidade mais tarde. E outros que, mesmo tendo as atitudes que acabamos de descrever, não se tornarão homossexuais.  Mesmo assim, os pais têm que estar atentos, mas sem pânico.
Existem pessoas que sentem tremenda atração gay ou lésbica, mas não admitem.  Por isso tornam-se os inimigos nº1 dos homossexuais quando estão em público.  Fazem piadas depreciativas, xingam, batem etc.  Mas no fundo gostariam de praticar o homossexualismo, apesar de não perceberem isso conscientemente.
Outros lutam em silêncio, mas uma vez exaustos, assumem publicamente a homossexualidade.  O mesmo acontece com os que não se declaram homossexuais, mas levam uma vida ativa em boates, saunas, bares, “points” em geral.
A maioria das pessoas heterossexuais (não gays ou lésbicas) pensa que todo homossexual tem o estereótipo popularmente conhecido como “bichinha” e toda lésbica é “sapatão” (machona).  Isso é outro mito.  É verdade que esse estereótipo existe, mas não se aplica a todos.  Muitos homossexuais poderiam ser considerados “machões” à primeira vista e muitas lésbicas verdadeiras “musas”.b As aparências enganam, e muito!
Outro mito popular é que o passivo é mais gay que o ativo, ou seja, quem faz papel de “mulher” na relação sexual é mais homossexual que o que faz papel de “homem”.  É importante lembrar que HOMOSSEXUAL significa “pessoa que sente atração por outra do mesmo sexo”, independente do papel que ela desempenha na cama.  Além disso, a maioria dos homossexuais apesar de ter sua preferência, não é exclusivamente ativo ou passivo em todos os seus relacionamentos.  A maioria, senão todos, já desempenha ou ainda vai desempenhar ambos os papéis.  Isso vale para gays e lésbicas.

Há casos absurdos de vício homossexual.  Só para exemplificar, gostaríamos de citar o seguinte:
Um caso comovente foi o que nos contou o pastor Antônio Carlos da Igreja Presbiteriana da Barra, RJ.  Ele nos disse que certa vez estava evangelizando um rapaz que tentou convidá-lo para “sair” quando ele fazia caminhada numa praia do Rio.  Foi quando ouviu do rapaz a seguinte confissão: “Sabe, apesar de ter tentado te conquistar, eu estou desesperado, porque quero sair do homossexualismo e não consigo.  Quando transei com um homem pela última vez, quase vomitei.  Mas não consigo evitar a compulsão.” 
Graças a Deus e à compaixão que o pastor Antonio Carlos sente em seu coração pelos homossexuais, o jovem foi evangelizado e entregou sua vida a Jesus Cristo, encontrando-o alguns dias depois e contando o que Deus estava realizando em sua vida.
Há muitos outros casos que demonstram a angústia daqueles que desenvolveram hábitos homossexuais ao longo de suas vidas.

3.Consequências.
As primeiras conseqüências do comportamento gay/lésbico são o agravamento dos sentimentos de culpa, solidão e depressão.  Apesar do prazer momentâneo de relação sexual, o homossexual não consegue evitar as angústias causadas por seu comportamento.
Por causa disso, muitos homossexuais se entregam a inúmeras aventuras, trocando de parceiros constantemente e correndo o risco de contrair doenças venéreas e AIDS.
Além disso, correm risco de vida por saírem, na maioria das vezes, com pessoas que não conhecem.  As estatísticas brasileiras são claras: “A cada três dias morre um homossexual violentamente.”
Mas, as conseqüências podem ser tão variadas quanto os tipos de pessoas que praticam o homossexualismo.  Por isso, há muitos que se entregam às drogas e ao álcool.  Aliás, álcool, drogas e homossexualismo são como o famigerado Triângulo das Bermudas: muitos que entram em seu território, nunca mais retornam.
Além das conseqüências de ordem pessoal existem outras. A família sofre um golpe terrível ao descobrir que um dos seus membros é gay ou lésbica.  A sociedade sofre porque o homossexualismo propicia

práticas nada saudáveis como a pornografia, as drogas, o alcoolismo, a promiscuidade, a confusão mental  (principalmente para as crianças), a prostituição etc.  Quem paga a conta é sempre o contribuinte que
acaba tendo seu imposto aplicado nas internações hospitalares, programa de recuperação química, encarceramento e outras iniciativas do governo que visam restaurar o que o submundo homossexual destruiu.
A própria AIDS que não é (diga-se de passagem) doença de homossexuais, apareceu primeiramente entre eles e depois se espalhou por toda a sociedade por causa das trocas indiscriminadas de parceiros.  A coisa acontece mais ou menos assim:
Um homossexual que tem AIDS transa com outro homossexual enrustido ou bissexual.  Esse contrai a doença e depois transa com a esposa ou namorada.  Um dia ele conhece outro homem e se relaciona com ele.  Sem saber, transmite-lhe o vírus.  Esse homem acaba transando com outras pessoas, e o ciclo continua.
Não poderia haver, do ponto-de-vista social, uma conseqüência mais desastrosa do que essa para  a promiscuidade em que se encontra a nossa sociedade.  Enquanto a mídia dá o seu colorido a essas práticas, muitas famílias entram no luto por causa da perda de seus queridos. 

V- O QUE A BÍBLIA DIZ
Antes de procurarmos saber o que diz a Bíblia sobre o homossexualismo, seria bom sabermos o que a Bíblia diz de si mesma e por que ela é tão relevante nessa discussão.
Em primeiro lugar a Palavra de Deus diz que “toda Escritura é divinamente inspirada  por Deus e apta para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça...” ( 2Tm 3.l6 ).  Jesus mesmo deu testemunho da singularidade das Escrituras Sagradas, utilizando-as para vencer as tentações no deserto e correlacionando seus ensinos, milagres e missão redentora ao que a lei, os profetas e os salmos disseram.
A Bíblia é a última palavra em matéria de fé e conduta.  É interessante como todas as ciências tomam emprestado da Bíblia, mas a Bíblia não toma emprestado de ninguém.  Ela é tão suprema e imutável quanto Aquele que a inspirou.  Não se conforma aos nossos pontos-de-vista, mas exige que nós nos conformemos a ela.  Por isso, jamais poderia ser ignorada ao tratarmos de um tema tão relevante como o homossexualismo.
Agora que já entendemos que papel a Palavra de Deus deve desempenhar em nossa vida, vejamos  o que ela tem a dizer sobre o tema em questão enumerando seus ensinos para facilitar:

1. “Não tendes lido que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher...?” 
A indagação é do próprio Jesus em Mateus 19.4 e deixa claro que o homossexualismo contraria a intenção original do Criador, que nunca muda.

2. “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher: é abominação”
 A declaração é de Deus, dada a Moisés em Levítico 18.22 e deixa claro que Deus não admite a relação homossexual sob hipótese nenhuma.

3. “Ao anoitecer vieram dois anjos a Sodoma, em cuja entrada estava Ló assentado; este, quando os viu, levantou-se e, indo ao seu encontro, prostrou-se, rosto em terra... instou-lhes muito, e foram e entraram em casa dele...  Mas, antes que se deitassem, os homens daquela cidade cercaram a casa, os homens de Sodoma, assim os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados; e chamaram por Ló, e lhe disseram; onde estão os homens que à noitinha, entraram em tua casa?   Traze-os fora a nós para que abusemos deles...  Porém os homens, estendendo a mão, fizeram entrar Ló, e fecharam a porta; e feriram de cegueira aos que estavam fora, desde o menor até ao maior, de modo que se cansaram à procura da porta...  Então fez o Senhor chover enxofre e fogo, da parte do Senhor, sobre Sodoma e Gomorra.  E subverteu aquelas cidades e toda a campina, e todos os moradores das cidades, e o que nascia na terra.”  ( Gn l9 ).
Este texto dispensa comentários, mas está completamente de acordo com o próximo texto, sendo que o primeiro está no Velho Testamento e o segundo no Novo Testamento, provando que Deus não mudou como querem alguns, e que a Bíblia é una e sem contradições.

4. “Por causa disso os entregou Deus às paixões infames; porque até as suas mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas, por outro contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, comentendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro” ( Rm 1.26 e 27 ).
Diante de tudo isso, como pode alguém dizer que a Bíblia não fala sobre homossexualismo ou que aprova o
comportamento gay?   Todas essas passagens são apenas uma pequena parcela de tudo quanto a Bíblia tem a dizer contra esse tipo de comportamento.
A Bíblia não apenas condena o homossexualismo.  Ela também oferece esperança real ao homossexual.  O pecado não é mais velho do que a graça de Deus.  Pelo contrário, a graça de Deus é inseparável do próprio Deus.  É por isso que na igreja do primeiro século já havia homossexuais transformados pelo poder do evangelho.  Observe o que disse o apóstolo Paulo à igreja que estava na cidade de Corinto, na Grécia, país em que o homossexualismo e a pedofilia eram considerados normais:
“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o Reino de Deus ?  Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras,  nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas ...Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus.”(1 Co 6.9-11 ).
É maravilhoso saber que há perdão e cura para o homossexual.  O mesmo Deus que projetou e executou a criação do homem e da mulher é plenamente capaz de consertar o que o pecado danificou.  O homossexualismo não precisa ser a última palavra na vida de ninguém.  Deixe que Jesus dê a última palavra: “Se vós permanecerdes na minha Palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8.3l e 32).

VI- PASSOS PARA A CURA
Alguns tipos de estilo homossexual são:  os assumidos, os enrustidos e os iludidos.
Os assumidos são os que decidiram reconhecer sua própria homossexualidade e tornaram-na pública.  Não tem constrangimento em agir como gays ou lésbicas abertamente.
Os enrustidos são os que, mesmo reconhecendo-se homossexuais, não agem como tais quando em público.  Praticam o homossexualismo, mas disfarçam sua condição.
Os iludidos são aqueles que praticam o homossexualismo, mas “juraram” para si mesmos que não são e jamais serão homossexuais.
Isso acontece principalmente com os gays ativos (que fazem papel de homens na relação) e lésbicas passivas ( que desempenham papel de mulher).  Apesar de se esforçarem para não assumir sua homossexualidade, essas pessoas são homossexuais com todas as letras. Simplesmente não aceitam seu próprio comportamento, mas também não o deixam.
Relacionamos, abaixo, alguns passos que qualquer um precisará levar em consideração para alcançar a libertação completa das práticas homossexuais:
1ºPasso:  reconheça que você tem sido realmente homossexual, mesmo não desejando mais isso;
2ºPasso: reconheça que você não nasceu gay ou lésbica, mas adquiriu esse comportamento por influências externas e carências internas e que, por isso, pode mudar;
3ºPasso:  reconheça que ao praticar o homossexualismo, bem como outros maus comportamentos, você pecou contra Deus e precisa de Seu perdão. Arrependa-se e busque sinceramente a face de Deus;
4ºPasso: nunca duvide do amor e da graça de Deus, os quais foram plenamente colocados ao seu alcance pelo sacrifício de Jesus Cristo na Cruz do Calvário;
5ºPasso: entregue-se totalmente a Cristo e rompa com todo tipo de compromissos com o estilo de vida homossexual - inclusive amizades que podem te enfraquecer -, objetos, espíritos, ídolos  etc.;
6ºPasso: participe de uma igreja evangélica que prega a palavra de Deus em sua totalidade, onde Jesus Cristo seja adorado exclusivamente. A convivência com cristãos comprometidos com Deus e nos quais você possa confiar é fundamental;
7ºPasso: procure um pastor que entenda do assunto para marcar um horário para aconselhamentos.  Esses encontros poderão ministrar cura emocional e renovação espiritual.  Um psicólogo cristão pode ser de grande valia, mas escolha seu psicólogo tão criteriosamente quanto escolhe o seu pastor;
Cada um desses passos jamais poderá substituir sua comunhão diária com Deus.  Isso significa que sua vitória tem que passar pela oração e leitura bíblica diárias.  Sem esse contato diário com Deus, você não se alimentará espiritualmente e obviamente enfraquecerá.  Tudo isso pode parecer simples demais, mas da mesma forma que é relativamente simples  o desenvolvimento da homossexualidade, a libertação também o é, mesmo que cause alguma tensão inicialmente.

VII- A MÍDIA (PRÓ E CONTRA)
Ninguém pode negar que a questão gay esteja mais presente na mídia atual do que em toda sua história.  Os jornais, a TV, as revistas e tantos outros meios de comunicação têm dado ampla cobertura a todo e qualquer pronunciamento dos movimentos de emancipação homossexual, bem como eventos, points, manifestações etc.
Isso é tanto um reflexo do que está acontecendo na sociedade como um terrível incentivo à homossexualização da mesma.  Muitas pessoas, por causa da curiosidade ou mesmo porque o homossexualismo está em “moda”, estão experimentando o comportamento gay/lésbico e ficando presas na sua teia.
Tendo isso em mente, cuidado com o que você lê.  Alimente-se com boa literatura.  Se necessário fôr, escreva às editoras manifestando-se contra essa onda de notícias pró-homossexualismo.  Se não houver resposta positiva, boicote seus produtos.  A maioria dessas editoras só entendem a linguagem do IBOPE.

VIII - ALGUMAS PERGUNTAS
1. Só é homossexual quem faz o papel passivo (o de mulher) e nunca quem faz o papel ativo (o de homem) numa relação?
Não. Uma pessoa (homem ou mulher) que transa com outra do mesmo sexo, independente do papel que pratique no momento, é considerada biblicamente homossexual.  Aliás, ser ativo ou passivo pode ser só uma questão de tempo.

2. Os ex-homossexuais que ainda carregam trejeitos são menos libertos do que os ex-homossexuais que não carregam nada em sua aparência que lembre o passado?
Não.  A limpeza do coração quase nada tem a ver com aparência.  Um rapaz crente pode ter ainda alguns trejeitos femininos e, no entanto, já ter sido totalmente liberto das práticas, pensamentos e sentimentos homossexuais.  A mesma coisa pode acontecer com uma moça que tenha sido lésbica.  Por outro lado, a experiência mostra que há rapazes e moças nas igrejas que foram homossexuais, não carregam nenhum trejeito, mas podem estar ainda envolvidos com sentimentos e práticas homossexuais. 
É melhor que quem viveu o homossexualismo busque cura também para sua aparência.  Mas que isso não se constitua no “argumento” para julgamentos infundados, pois “O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração”.  (1 Sm 16.7)

3. Alguém que foi homossexual pode, depois de convertido, ainda sentir circunstancialmente atração por pessoas do mesmo sexo?
Sim.  Mas a comunhão diária com Deus, a oração, a meditação bíblica e a convivência com irmãos sinceros e piedosos na igreja vai, dia-a-dia, curando os sentimentos desvirtuados pelo pecado.  Aquilo que não começou da noite para o dia, em geral, também não acaba da noite para o dia.  O interessante é que o processo usado por Deus para a cura, além de restaurar a sexualidade, cura também nossa personalidade, caráter, convivência familiar e social.

4. Namoro ou casamento é prova de que o homossexual está liberto?
Pode ser, quando o ex-homossexual (ou a ex-lésbica) passou pelo processo de libertação e cura.  Isso acontece quando o coração é limpo pela graça e a imagem e semelhança de Deus reaparece em sua vida.  Nesse caso, o namoro e o casamento são a coroação da vitória dos que viveram o homossexualismo.
Mas, por outro lado, namoro ou casamento pode ser uma tentativa de fuga do próprio homossexual quando não assume o problema para ser ajudado.  Pode ser também um arma falsa com a qual responde às pressões da família, da sociedade e da igreja (que constantemente pressiona o ex-homossexual para o matrimônio julgando, com isso, ajudá-lo no ajuste de sua sexualidade). 
        
IX- A IGREJA E OS HOMOSSEXUAIS
O preconceito de muitos crentes, infelizmente, leva-os a uma postura de completa ignorância a respeito do homossexualismo e de como lidar com os homossexuais que se convertem a Cristo.  Por isso, muitos homossexuais sofrem calados depois de sua decisão por Cristo.  Apesar de precisarem muito de apoio, acabam se fechando por falta de amor cristão firme e compassivo.  Esses dois traços do amor têm que estar presentes, tanto a firmeza quanto a compaixão.
Mas, graças a Deus, várias igrejas já aprenderam a lidar com esses novos crentes e têm sido verdadeiras agentes de cura e libertação.  Pastores esclarecidos e fiéis à Palavra de Deus têm ajudado muito essas pessoas.  Alguns têm até fundado centros de recuperação especializados na libertação de gays e lésbicas.  Outros têm se especializado em aconselhamento e em toda parte estão surgindo iniciativas de cristãos interessados em ajudar homossexuais a terem uma vida normal.  A igreja, na pessoa de seu pastor e de seus membros, exerce papel fundamental na transformação de homossexuais.  Não há sobre a terra outro segmento que possa oferecer mudança tão real e permanente para os homossexuais como a Igreja.  E isso porque o seu poder  não vem de si mesma, mas daquele que a instituiu.  Jesus mesmo disse sobre a Igreja: “... e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”(Mt. 16:18).
A Igreja não pode tolerar o homossexualismo em suas fileiras, mas é seu dever receber todo e qualquer homossexual com amor. Precisa orar e trabalhar pela evangelização e libertação desse segmento cada vez mais evidente em nossa sociedade.
Pastores e Igrejas que criam obstáculos à libertação dessas pessoas darão contas a Deus na mesma proporção que pastores e Igrejas que aceitam liberalmente a prática do homossexualismo.
Nenhum homossexual ao converter-se pode ficar fora do convívio da igreja, mas deve submeter-se à orientação pastoral para seu próprio bem-estar espiritual, emocional e social.
É muito comum o homossexual que se converte enfrentar crises em dados momentos.  A igreja deve estar preparada para lidar com os altos e baixos durante o processo  de libertação.  Nunca deve exigir nem insinuar a necessidade de qualquer namoro/casamento heterossexual.  A própria pessoa deverá decidir quando e com quem namorar e casar.  Casamento não cura homossexualismo.  Deve ser conseqüência da cura e tem que ser decidido por livre e espontânea vontade.  O ex-homossexual pode, inclusive, optar por ficar solteiro sem que isso represente dúvida em sua nova vida.    
O ex-homossexual não deve se fazer de coitadinho (autocomiseração) esperando a atenção dos outros. Deve, pelo contrário, ser autêntico e lutar por sua própria libertação, enquanto também faz novas e saudáveis amizades dentro da igreja.   

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