As Epístolas de
Tiago, I e II Pedro, I, II e III João e Judas, pertencem àquela classe de
epístolas do Novo Testamento chamadas “Gerais ou Católicas (no sentido de
universais)”. Tal designação foi dada a estas sete cartas nos primórdios da
história da igreja, pelo fato de cada uma ser endereçada à igreja em geral, e
não a uma única congregação.
* A palavra epístola, no grego “epistole” que significa Carta,
despacho. “A epistola possui uma qualidade mais aprofundada do que uma simples
carta, sem a informalidade de uma simples carta, a raiz verbal desta palavra
grega é “epistello” que significa” enviá-la”
“anunciar – a” ou da forma simples “ escrever uma carta”.
A palavra epistola é designada a vinte e um dos vinte e sete
livros do Novo Testamento, destarte o evangelho de Lucas e *Atos dos Apóstolos, que são uma
carta enviada a Teófilo, amigo que poderia ser um oficial romano, as epistolas
do Novo Testamento, foram escritos por cinco autores, a saber: Paulo, Pedro,
João, Tiago e Judas, embora uma corrente de teólogos acredite que tivera outras
pessoas envolvidas nas escritas das epistolas. Não sabemos ao certo quantas
pessoas ou se foram realmente os citados somente os autores das epistolas, o
que não nos interessa quem foi, mas sim o conteúdo das cartas, pois em tais
discussões nadam edificam, embora a minha opinião seja de que foram escritos
por estes homens de Deus.
O assunto tratado nas epistolas são diversos e muito
importantes para a Igreja de Cristo, como segue: Escatologia ( I e II Tessalonicenses
); Soterologia ( Gálatas, Romanos, I e
II Coríntios); Cristologia ( Colossenses, Efésios e Filipenses); Ecresiologia (
I, II Timóteo e Tito); polêmicas e Heresias ( Judas, II Pedro); consideração
pastorais ( I, II Pedro); polêmica e teologia comparada ( Hebreus);
Os estudos apontam que o Apostolo São Paulo, escreveu 13
(treze) cartas; dentre estas cartas sete são reputadas como escritas em prisão.
A igreja primitiva incluiu 2 e 3 João como epístolas gerais.
Essas, contudo, são epístolas pessoais dirigidas a indivíduos. *
EPISTOLA DE SÃO
TIAGO
I –
Introdução
A primeira menção
nominal à epístola de Tiago aparece no início do terceiro século. Entre os
primeiros textos cristãos não-canônicos, o Pastor de Hermas é o que mais
apresenta paralelos com Tiago, encontram-se vários temas característicos de
Tiago; estímulos à oração com fé.
Entre o quarto e
quinto século a influência de *Jerônimo ( no grego “
nome sagrado” II Macabeus 12 v 2, livro apócrifo, * foi
importante na aceitação final pela igreja da epístola de Tiago. Em um documento
que devia possuir certa importância, Jerônimo identificou o autor como o "irmão" do Senhor. Por volta
desta época, Agostinho acrescentou a força de sua autoridade e nenhuma outra
dúvida foi levantada até o período da Reforma.
Assim Tiago passou a ser reconhecida como
canônica em todos os segmentos da igreja primitiva. Mas é importante enfatizar
que Tiago não foi rejeitado, mas negligenciada.
Como se explica tal negligência?
Pode ter sido a
incerteza da origem apostólica do livro, uma vez que o autor se identifica
apenas pelo nome de Tiago.
Outro fator pode
ter sido o caráter tradicional do ensino de Tiago, contendo pouca doutrina,
portanto pouco combustível para os ardentes debates teológicos na igreja
primitiva.
Talvez, a natureza
e o destino da epístola. A epístola tem forte orientação judaica, e
provavelmente foi escrita para os judeus.
II – Autoria
O autor da carta
simplesmente se identifica como "TIAGO"
Quem é este
indivíduo?
Sabemos que no Novo
Testamento há pelo menos três pessoas com esse nome no Novo Testamento: Tiago,
filho de Zebedeu; Tiago, filho de Alfeu; e Tiago, irmão de nosso Senhor Jesus
Cristo.
Embora as
escrituras não sejam precisas sobre esta questão, a maioria dos eruditos
concorda em identificar o autor desta epístola com Tiago, irmão de Jesus. Tiago
filho de Zebedeu foi morto por Herodes (Atos 12:2). Tiago filho de Alfeu só vem
mencionado na lista dos apóstolos e talvez Mar. 15:40 se refere a ele. Resta o
Tiago; irmão do Senhor, homem que ocupava uma posição de grande autoridade na
igreja em Jerusalém, presidindo as assembléias e pronunciando palavras de
autoridades. O tom de autoridade desta epístola condiz bem com a posição de
primazia atribuída a ele. (Atos 15: 6 - 29; 21: 18) Ficamos, então, com Tiago,
o irmão do Senhor, como o mais provável autor desta epístola.
III – Autor
Forte antagonista
do Senhor, durante seu ministério terreno. João 7:5 Tiago veio a se converter
após a ressurreição de Cristo, (I Cor.15:7) em um encontro especial, com Cristo
já ressuscitado.
Tornou-se Bispo da
igreja em Jerusalém (Atos 15:13) e foi reconhecido como superior até mesmo
pelos apóstolos. Atos 12:17. Tinha grande preocupação com os Judeus (Tiago 1:1)
e dava apoio a evangelização dos gentios. Atos 15:19
O Apóstolo Paulo aconselhava-se com Tiago.
Atos 21:18
Diz-se
que orava intensamente.
Foi
assassinado pelos Judeus no ano 62
A .D.
IV –
Data
Sendo Tiago, o
irmão do Senhor, quem escreveu a carta, conforme argumentos, ela deve ser
datada em algum tempo antes de 62 AD. Ano em que Tiago foi
martirizado. *por apredejamento
ordenado pelo Sumo Sacerdote Anano, após condenação do Sinédrio Judeu, se
converteu após a Ressurreição, Mt 3 v 21, Gl 1 v 19; 2 v 9 e Atos 12 v 17, a tradição faz dele o
primeiro Bispo e Pastor de Jerusalém, provavelmente segundo os escritos
originais gregos, era o genitor de Judas (o escritor da carta), porem na
tradução portuguesa aparece como irmão. Lucas 6 v 16 e Atos 1 v 13; Existiam
muitos Tiagos, na bíblia, encontramos dois Tiagos que faziam parte dos
apóstolos ou seja dos doze, são eles o Tiago o menor Filho de Alfeu e Filho de
Maria, chamado de menor, Mat. 10 v 3,
por ser mais jovem do que o Tiago maior filho de Zebedeu irmão do
Apostolo João Mt 4 v 21.*
Algumas autoridades
apresentam argumentos na defesa de uma data entre os anos de 45 a 53 AD, pelo fato da
epístola omitir alguns fatos ocorridos na época como o Concílio de Jerusalém e
a resolução que lá fora tomada.
* O Significado do nome Tiago, no grego Iákobos
“suplantador” de Jacó (hebraico é
Yaakov), no latin Iacobi, em
português Tiago , em inglês James contração do nome Santiago, Mateus 4
v 21; *
COMENTÁRIOS
I – PROPÓSITO
-
Os
cristãos Judeus atravessaram um período de provas e tentações terríveis, e
Tiago escreve para animá-los e para confortá-los.
-
Sucediam-se
grandes desordens nas assembléias cristãs, judaicas e ele escreve para instruir
as mesmas.
-
Havia
a tendência de divorciarem a fé das obras.
II – CONTEÚDO
Há pouca doutrina. Nesta epístola, mas
muito de prática e de moral. Tiago soube ser muito prático, vivia o que
pregava.
Este é o livro do viver santo. Seu verso
chave é 2:26, na verdade, um tratado muito prático, sobre a fé, sua natureza e
obras.
III – ANALISE
a - Saudação
Notemos sua humildade não fazendo referência
a sua relação com Jesus.
Quando
se refere a Jesus, o faz com reverência (Família)
b - A Fé e
Provações
- Tiago 1: 2 - 21
Tentações no grego
(pairasmos) significam provações com um propósito e efeito benéfico,
divinamente permitida ou enviada. (Para aperfeiçoar o cristão).
Devemos ter em
conta que as Tentações (Provações) é uma gloriosa oportunidade para por à prova
a nossa fé. 2 - 4
Pedir a Deus a
sabedoria a fim de enfrentar as tentações, 5 - 11 Observar o verso 12 (Bem
aventurado)
Tentações com efeito
maléfico não vem de Deus. 13 - 18
Sob a provação sede
paciente. 19 - 21
2 Timóteo 3 12 - as
provações são constantes.
Romanos 8:18 não se
compara com a glória futura.
c - Fé e Obras
- Tiago 1: 22 - 26
Este tema é ponto
principal desta epístola e contém declarações que tem dado lugar a infindáveis
debates na igreja. Foi este tema que levou Lutero a proferir sua famosa
critica, quando chamou esta carta de palha.
Tiago 2: 24 Vede então que o homem é justificado pelas obras, e
não somente pelas...
Romanos 3: 28 Concluímos, pois que o homem é justificado pela Fé sem
as obras da lei.
Para interpretarmos
corretamente estes dois versos, devemos observar o propósito de cada autor.
TIAGO
PAULO
Pastor Missionário
Preocupa-se com a
santificação e com a salvação
Fala da vida após a
conversão, do novo convertido.
A FÉ
e as obras se completam, Efésios 2:8-10
Este tema tem
mostrado que, a fé, quando viva e real, se evidencia pelos seus frutos, ou
seja, através das obras.
d - A
Fé e as Palavras
- Tiago 3: 1 - 12
Tiago já demonstrou
sua preocupação com os pecados da língua. Em 1: 19, ele encorajou seus leitores
a serem tardios para falar.
Aqui, ele revela
que uma das provas de sermos justificados é nas nossas - palavras - essas dirão quem somos. Vejamos os efeitos nocivos de
uma língua sem controle:
Lucas 6:45 - O homem bom, do bom tesouro do seu coração
tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em
abundância no coração, disso fala a boca.
Filipenses 2:14 - Fazei todas as coisas sem murmurações nem
contendas;
Apocalipse 22:15 - Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os
adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.
Mateus 12:36 - Digo-vos, pois, que de toda palavra fútil
que os homens disserem, hão de dar conta no dia do juízo.
e - A Fé e a
Sabedoria
- Tiago 3: 13 - 18
Há uma distinção entre conhecimento e
sabedoria.
O
sábio é aquele que tem fé, é submisso a Deus e ensinado por Ele.
É possível alguém conhecer muita coisa e
ter pouca sabedoria. Há, entretanto uma sabedoria falsa, simulada, que produz
invejas e rivalidades. Tal espécie de sabedoria não é divina, e pode ser:
Tiago 3: 15 Essas não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e
diabólica.
Terrena, sabedoria do
mundo I Coríntios 1: 20-21
Animal, sabedoria natural
sem relação espiritual,
Demoníaca, sabedoria de
proveniência satânica.
A sabedoria
verdadeira é de origem lá do alto verso 15, sua natureza não é terrena, sensual
ou demoníaca; antes é sobrenatural, sua excelência é sétuplo:
-
Pura, Pacifica, Meiga, Conciliadora,
Misericórdia, Bons frutos,
Simples,
Sincera.
f- Fé e Oração
- Tiago 4: 1 - 17; 5: 7 - 20
Este parágrafo
final da epístola contém uma de suas notas características. Desde o principio
Tiago vem insistindo na necessidade de orar e no valor da oração.
Tiago cultivava o
habito de orar. Uma tradição a seu respeito diz terem-se calejado os seus
joelhos, ficando como os de camelo, devido as constantes orações.
Por conseguinte,
seu conselho aos que sofrem é que orem pois dai vem o auxílio e conforto.
-
A falta de oração
4:2
...
Nada tendes porque não pedis.
Nunca dizem se o Senhor quiser. Ver 13 - 15
Não prosperam e nada perduram. Jeremias 10:
21
-
Orações não
respondidas. 4:3
Pedis,
e não recebeis, por que pedis mal...
Pedem para seu deleite próprio
Isaías 59:2 Por causa do pecado
Hebreus 2:2 Por causa da desobediência
Tiago 1:5-7 Por causa das dúvidas
II Cor. 12:9 Contra a vontade de Deus
Mateus 21;22 Sem fé
Jonas 4:3 Sem sentido
I EPÍSTOLA DE SÃO
PEDRO
I –
Introdução
Esta epístola nos
oferece uma ilustração esplêndida de como Pedro cumpriu a missão que lhe foi
dada pelo Senhor: "tu, pois, quando
te converteres, fortalece os teus irmãos" Lucas 22:32
Purificado e
confirmado por meio do sofrimento e amadurecido pela experiência, Pedro podia
pronunciar palavras de encorajamento a grupos de cristãos que estavam passando
por duras provas.
Muitas das lições
que ele aprendeu do Senhor, ele fez saber aos seus leitores. Aqueles a quem
esta epístola se dirige, estavam passando por tempos de prova. Assim, Pedro os
anima demonstrando-lhes que tudo quanto era necessário para Ter força, caráter
e coragem haviam sido providos na graça de Deus.
Ele é o Deus de
toda a graça (5:10), cuja mensagem ao seu povo é: " A minha graça é suficiente
". O tema desta epístola pode ser: a suficiência da graça divina e a sua
aplicação prática com relação à vida cristã e para suportar a prova e o
sofrimento.
II –
Autoria
Aparentemente, a
questão da autoria de I Pedro é simples. Logo no início da carta, lemos o
seguinte: Pedro, apóstolo de Jesus
Cristo... Conforme o costume da época, começava-se uma carta dizendo-se o
nome e a quem se estava escrevendo.
I Pedro, então,
apresenta-se como tendo sido escrita pelo conhecido apóstolo Pedro.
Alguns argumentos
contra a autoria petrina, vejam:
1. I Pedro foi
escrita num grego bastante culto, revelando por parte de quem a escreveu um bom
domínio dessa língua. Pedro era um homem pescador da Galiléia, das margens do
judeu: como poderia ele conhecer tão bem o grego? Ademais, em Atos 4:13, ele,
junto com João, é chamado de "Homem Iletrado e inculto". Poderia esse
Pedro ser o mesmo que aqui está escrevendo uma carta em bom e fluente grego,
mostrando aqui e ali detalhes retóricos que indicam alguém bastante capaz no
uso dessa língua?
Foi utilizado, na
escrita, um grego polido, culto de alta sociedade, 36 termos utilizados não se
acha em nenhum autor clássico da época.
2. I Pedro estaria
pressupondo a "teologia paulina". Ou seja, parece mais que o autor é
um discípulo de Paulo do que o apóstolo Pedro, homem de uma tradição
independente, que não precisaria estar modelando o seu ensino pelo de Paulo (por
exemplo, no que Gálatas 2 nos fala de certas diferenças de pontos de vista, ou
prática, entre os dois).
Tais dificuldades se dissipam a vista de I
Pedro 5:12. Por Silvano, nosso fiel
irmão, como o considera, escravo abreviadamente, exortando e testificando que
esta é a verdadeira graça de Deus; nela permanecei firmes.
Silvano, de I Tes.
1:1 e II Tes. 1:1 Paulo, Silvano e
Timóteo, à igreja dos tessalonicenses,... e Silas de Atos 15:18 é o mesmo que
auxiliou Pedro na elaboração desta epístola.
III –
Autor
*Pedro no
original hebraico era Symeon, Atos 15 v 14, nome comum nos dias do Antigo
Testamento Gn 29 v 33, Simeão originou Simão, que significa “ ouviu” o Senhor
ouviu a oração de Simão, Jesus teve um irmão que atendia pelo nome de Simão, Mt
13 v 55, o Senhor Jesus deu o nome de Pedro , que no grego significa
pedregulho, Mt 3 v 16, pedro não era a pedra fundamental da edificação da
igreja, pois a pedra fundamental é Cristo, mas podemos dizer que a igreja foi
alicerçada e iniciada pelos apóstolos e profetas, no aramaico o nome similar é
Céfas “ rocha” , João 1 v 42; o nome do pai de Pedro era Jonas, Mateus 16 v 17,
também conhecido como João, João 1 v 42, tal como seu irmão André eram
pescadores, eram da cidade de Betsaida e provavelmente sócios dos pescadores
Tiago e João, filhos de Zebedeu, Lucas 5 v 10, posteriormente moraram em Cafarnaum Marcos 1 v 2-29, era casado
Marcos 1 v 30, em Atos dos Apóstolos observamos que Pedro foi muito importante
para a Igreja e o maior vulto, depois de Paulo,
Eusébio um dos pais da igreja aponta para a morte de Pedro e Paulo, por
volta de 62 DC a 64, pela demência de Nero, em São João 21 v 19 faz a
alusão e suposição da morte de Pedro, por crucificação de ponta cabeça, II
Pedro 1 v 14, 15*
Pedro no grego,
pedra o equivalente em aramaico é Cefas. Tinha um irmão também discípulo, André
e eram pescadores de profissão. Mateus 4:18 E
Jesus, andando ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos Simão, chamado
Pedro, e seu irmão André, os quais lançavam a rede ao mar, porque eram
pescadores.
Casado, porém não
sabemos quem era sua esposa. Mateus 8:14 Ora,
tendo Jesus entrado na casa de Pedro, viu a sogra deste de cama; e com febre.
Residia em Cafarnaum. Marco
1:21-29
Era impulsivo.
Mateus 14:28 Respondeu-lhe Pedro: Senhor!
se és tu, manda-me ir ter contigo sobre as águas.
Indouto (Não doutor). Atos 4:13 Então eles, vendo a intrepidez de Pedro e
João, e tendo percebido que eram homens iletrados e indoutos, se admiravam; e
reconheciam que haviam estado com Jesus.
Sincero. Mateus
18:21 Então Pedro, aproximando-se dele,
lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei
de perdoar? Até sete? (Ver a vida de Pedro e André)
Demonstrava
lealdade. João 6:68 Respondeu-lhe Simão
Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.
Corajoso. João
18:10 Então Simão Pedro, que tinha uma
espada, desembainhou-a e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha
direita. O nome do servo era Malco.
Falava muitas
coisas sem pensar. João 13:6-10
Foi martirizado na
época de Nero.
Segundo a tradição
ele fora crucificado de cabeça para baixo por opção própria, pois achava que
não era digno de ser crucificado como Cristo.
IV –
Data
Provavelmente esta
carta tenha sido escrita por volta de 62 a 64 AD, devido as grandes perseguições da
época.
Em 62 ocorreu o
martírio de Tiago causando assim a separação entre o cristianismo e o judaísmo,
abrindo caminho à tempestade de perseguições. Dois anos depois em 64 AD o
cristianismo foi considerado ilegal, nesta época Nero os acusa de incendiários.
COMENTÁRIOS
I -
PROPÓSITO
Evidentemente foi escrita com duplo
propósito:
A - Muitos crentes
primitivos chegaram a pensar que Paulo e Pedro esboçavam diferentes idéias
sobre os fundamentos da Fé cristã, para destruir estes maus pensamentos é que
Pedro a escreveu e a remeteu, justamente, por um companheiro de Paulo ás igreja
Asiáticas.
B - Outro propósito do
escritor foi o de animar e fortalecer os judeus convertidos, os quais, a essa
altura, passavam por duas provações e enfrentavam amargas perseguições, assim
fazendo, Pedro cumpria o ministério que impusera o nosso Senhor. Lucas 22:31-32
Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu
para vos cirandar como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não
desfaleça; e tu, quando te converteres, fortalece teus irmãos.
II –
CONTEÚDO
Esta é
essencialmente a epístola da esperança, esperança viva, fundada na ressurreição
de Jesus Cristo dentre os mortos.
É portadora da certeza de uma herança
gloriosa, descrita como incorruptível incontaminada. Pedro coloca estes
pensamentos, acerca da viva esperança e da herança gloriosa, no princípio de
sua carta, para encorajar seus companheiros de fé com as consolações do
evangelho, a fim de que permaneçam firmes no dia da prova de fogo, suportando
pacientemente sobre as perseguições, aflições e tentações.
III –
ANÁLISE
a - A
Grande Salvação
- I Pedro 1: 3 - 13
A Salvação não
somente é uma bênção presente, por meio da qual recebemos perdão, justificação,
santificação e outros dons divinos; atingirá sua plenitude somente quando
formos apresentados sem defeito diante do Trono, feitos semelhantes a Cristo.
Tal Salvação, em
seu sentido mais amplo, está preparado agora e aguarda sua manifestação no
último Tempo. Ver 5.
Esta salvação
gloriosa que, pela graça, é nossa através de sofrimento e provas nos leva ao
gozo inefável e glorioso eternamente.
b - O
Convite a Santidade
- I Pedro 1: 4; 2: 10
O convite para a
santidade é necessariamente um convite para a obediência. Pedro emprega muito
nesta epístola a palavra obediência. O primeiro dever do homem sempre foi
obedecer a Deus, guardando-lhe os mandamentos e fazendo-lhe a vontade. Cristo
em seus ensinos deu ênfase a isto constantemente.
Esta exortação vem
reforçada por uma citação em Levítico 11:44, livro cuja palavra chave é
Santidade.
O sentido
fundamental da Palavra SANTO é separado, retirado do uso ordinário e posto a
parte para uso sagrado.
c -
Deveres Cristãos
Havendo tratado dos
privilégios especiais que lhes pertenciam como novo cristão, o apóstolo passa a
esboçar alguns princípios que devem governar a vida deles como membros da
comunidade de que agora fazem parte.
Devem manifestar
este comportamento conveniente submetendo-se ás autoridades. Surge a questão;
até onde o cristão está obrigado a obedecer às ordens das autoridades?
- Submissão as
autoridades I Pedro 2:11-25
Civis Ver. 14;
Superiores Ver. 18
- Boa Conduta no
Lar I Pedro 3:1-7
O porte da esposa.
Ver 1
- Amor Fraternal I
Pedro 3:8-22
Até para com os
inimigos. Ver. 16
- Ofício Pastoral I
Pedro 5:1-9
Dedicação ao
rebanho. Ver. 2
II EPÍSTOLA DE
SÃO PEDRO
I –
Introdução
A primeira epístola
de Pedro trata do perigo fora da igreja: perseguições. A Segunda epístola, do
perigo dentro dela: a falsa doutrina. A primeira foi escrita para animar, a
Segunda, para advertir.
O tema pode-se
resumir da seguinte maneira: um conhecimento completo de Cristo é uma fortaleza
contra a falsa doutrina e uma vida impura.
II –
Autoria
A epístola declara,
explicitamente, ser a obra de Simão Pedro, 1: 1. O autor apresenta-se como
tendo presenciado a transfiguração de Cristo 1:16-18, e sido avisado por Cristo
de sua morte próxima, 1: 14. Significa que a epístola é um escrito autêntico de
Pedro, ou de alguém que se declara ser Pedro. Se bem que demorasse a ser
recebida no Cânon do N.T.
Não há, no Novo
Testamento, um livro que suscite tanta questão como esta epístola, no que diz
respeito a sua autoria.
Esta epístola tem
passado pelos séculos em meio a tempestades. Sua entrada no Cânon foi
extremamente precária. Na Reforma, foi considerada por Lutero como Escritura de
Segunda classe, foi rejeitada por Erasmo e olhada com hesitação por Calvino. As
perguntas críticas que levanta são muito desconcertantes.
Vejamos algumas
objeções sobre esta autoria, porém essas objeções podem ser resolvidas de
maneira satisfatória;
1. Não podia Ter sido
escrito o ver. 16 do capítulo 3 durante a vida de Pedro (66-67)
2. O Cap. 2 igual a
Epístola de Judas
(Não se admite que Pedro fosse um plagiador
de Judas)
Leiamos e vejamos a diferença 2 Pedro 2:1;
Judas 4, 12, 16, e 19
3. O contraste com I
Pedro
A linguagem é bem
diferente (e isto de modo marcante no original) e o pensamento também é muito
diferente. O Grego de I Pedro é polido, culto de alta sociedade (dos melhores
da Bíblia), dignificado.
O grego de II Pedro e rude, fraco e
limitado com frases desajeitadas.
Obs. II Pedro 1:17-18 A experiência no monte da
transfiguração.
III –
Data
Se I Pedro foi
escrita durante as perseguições desencadeadas por Nero, e se Pedro foi
martirizado nela, então esta epístola deve Ter sido escrita pouco antes de sua
morte, provavelmente, por volta de 67AD.
COMENTÁRIOS
I –
PROPÓSITO
A Segunda epístola
de Pedro foi escrita com um propósito bem diferente da primeira. A primeira foi
delineada para animar e fortalecer os cristãos sob as provações.
II Pedro foi
escrito para advertir contra a apostasia vindoura, quando líderes na igreja,
por interesses pecuniários, permitiriam licenciosidade e toda má ação;
apostasia em que a igreja deixaria de aguardar a vinda do Senhor, e para dar a
entender que essa vinda podia demorar longo tempo.
II –
CONTEÚDO
Esta carta contém
referências sobre a Exortação na graça e no conhecimento divino, as
advertências contra os falsos mestres as promessas da vinda do senhor.
III –
ANÁLISE
É feita em três
divisões, como segue:
1. O
Progresso dos Cristãos 1:3-21
Deus é a fonte de
todo crescimento espiritual, Ele tem feito tudo quanto é necessário implantando
a natureza divina mas o cultivo da nova vida, assim recebida, deve ser
providenciado por quem a recebeu, na dependência do Espírito Santo.
II Pedro 1:5 E vós também, pondo nisto mesmo toda a
diligência, acrescentai a vossa fé a virtude, e à virtude a ciência.
Cada qualidade é
considerada uma espécie da camada em que nutre a qualidade seguinte.
As existências
abundantes desta coisa levam o crente à frutuosa atividade em Cristo, porém a
ausência destas coisas leva a cegueira espiritual. II Pedro 1:8-9
Josué 1:8b... Porque então farás prosperar o teu caminho e
então prudentemente te conduzirás
2. Os
Falsos Mestres 2:1-22
Em volta deste
capítulo tem-se travado a controvérsia denominada de Pedro-Judas. A semelhança
entre os dois documentos é muitíssimo impressionante, especialmente
2:2,4,6,11,17; Judas 4-18
Começa este
capítulo lembrando Que na história de Israel muitos falsos mestres surgiram.
Nosso Senhor também advertiu contra falsos mestres. Pedro confirma agora tais
advertências
Da parte final
deste capítulo colhe-se que esse falsos mestres já haviam aparecido e estavam
agindo na Igreja.
O capítulo final da
epístola começa referindo o propósito que o apóstolo teve em escrever, a saber,
" despertar com lembrança a vossa mente esclarecida" recordar-lhes o
ensino dos profetas e dos apóstolos, especialmente os avisos de que nos últimos
dias se levantariam homens que ridicularizariam a idéia da Segunda vinda do Senhor.
Ver. 4
Por que a Segunda
vinda do Senhor era ridicularizada? Leiamos II Pedro 3:8-9
A esperança do
cristão sempre foi a vinda do Senhor e a demora foi motivo de desanimo para
alguns.
Esta demora tem sua
razão de ser no caráter e no propósito de Deus. Qualquer aparente demora
deve-se antes interpretar como oriunda de compaixão misericordiosa.
Sua demora é mais
uma oportunidade de salvação, e não é sinal de esquecimento.
I EPÍSTOLA DE SÃO
JOÃO
I –
Introdução
O Evangelho de São
João expõe os atos e palavras que provam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus;
A primeira epístola de São João expõe os atos e palavras obrigatórios àqueles
que crêem nesta verdade. O Evangelho trata dos fundamentos da fé cristã, a
epístola, dos fundamentos da vida cristã. O Evangelho foi escrito para dar um
fundamento de fé; a epístola para dar um fundamento de segurança.
A epístola é uma
carta afetuosa de um pai espiritual a seus filhos na fé, na qual ele os exorta
a cultivar a piedade prática que produz a união perfeita com Deus, e a evitar a
forma de religião em que a vida não corresponde à profissão.
II –
Autoria
Esta epístola foi
escrita pelo velho apóstolo João, mais ou menos no ano 90 AD., provavelmente de
Éfeso.
Não foi endereçada
a uma igreja, em particular, nem a um indivíduo, mas, a todos os cristãos.
As epístolas que
trazem o nome de João são anônimas. A primeira não tem dedicatória nem
assinatura. Há, porém, afinidades tão íntimas entre ela e o quarto evangelho,
no tocante ao estilo e a matéria versada, que a maioria dos eruditos concorda
que os quatro escritos tiveram um só autor.
III -
O Autor
Pescador, irmão de
Tiago e filho de Zebedeu. Mateus 4:21
Conhecido como apóstolo do amor, um dos
discípulos mais íntimos de Jesus. De acordo com a antiga tradição, João fez de
Jerusalém seu centro de operações, cuidando da mãe de Jesus enquanto ela viveu,
e, depois da destruição, fixou residência em Éfeso, que, no fim da geração
apostólica, tornara-se o centro da população cristã, tanto em número como pela
posição geográfica. Aí viveu e chegou à idade avançada. Seu cuidado especial
era pelas igreja da Ásia.
Entre seus
discípulos, contavam-se Policarpo, Papias e Inácio, que vieram a ser,
respectivamente, bispos de Esmirna, Hierápolis e Antioquia.
Escreveu o
Evangelho, três epístolas e o Apocalipse, perto do fim do século.
Responsável para
cuidar de Maria. João 19:27
São João não morreu mártir, porém fora
exilado na Ilha de Patmos, * aproximadamente 96 DC*, para que ali
morresse e então O Senhor deu-lhe a visão descrita no livro do Apocalipse.
Segundo tradição João foi jogado em um tacho de óleo fervente e mesmo assim o
Senhor o preservou com vida. * João no
hebraico Agraciado por Deus, a tradição diz que João morreu velho na Ilha
Chamada Patmos, após a revelação do Apocalipse*.
IV –
Data
Provavelmente por
volta do ano 90 AD em Éfeso, onde João vivia.
COMENTÁRIOS
I –
PROPÓSITO
A epístola foi
escrita num tempo em que a falsa doutrina, do tipo gnóstico, havia surgido e
até levado alguns a se afastar da igreja 2:19 Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos
nossos, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se
manifestasse que não são dos nossos.
Sem dúvida, ao
escrever esta epístola, João tinha em mente combater o gnosticismo.
Nota: GNOSTICISMO
(Conhecimento) filosofia falsa que se propagou nos dois primeiros séculos do
cristianismo.
A matéria é má, só
o espírito é bom, porém somente através do saber o espírito do homem pode
libertar-se desta prisão e ergue-se para Deus.
Negava a encarnação
de Cristo, porque, sendo Deus bom não lhe era possível entrar em uma matéria
má.
Não aceitava a
salvação pelo sacrifício da cruz, se a salvação vinha pelo saber.
III –
CONTEÚDO
Não tem saudações
ou quaisquer alusões pessoais. Tem mais a natureza de uma dissertação sobre a
crença e deveres dos crentes, do que a de certa igreja. O livro é uma carta
íntima do Pai aos Seus filhinhos.
A freqüente
repetição da palavra "Amor" e a expressão "filhinho" fazem
com que a carta tenha uma atmosfera de ternura.
IV -
ANÁLISE
A. -
As Condições para Comunhão com Deus
I João 1: 1 - 10; 2: 17
A mensagem desta
epístola fora proclamada afim de que possam gozar de comunhão com aqueles que
proclamam. João passa a deduzir da natureza de Deus as condições dessa
comunhão.
Veremos
dois obstáculos à comunhão:
1. Alegação de
estarmos em comunhão com Ele, enquanto andamos em trevas. I João
1:6-7
2. Sustentar que não
temos pecado nenhum. I João 1:8
O termo pecado
significa mais que pecar, e inclui a idéia de responsabilidade pelos pecados
cometidos, contrariando aqueles que dizem que o pecado é apenas uma fraqueza e
que é destino do homem e, portanto não falta sua.
Tais pessoas só
fazem enganarem-se a si mesmas.
b - O
Cristão e o Anti-Cristo
João
2: 18 - 29
O termo Anti-Cristo
significa um rival, um que é contra o nome e as prerrogativas de Cristo.
I João 2:18... Muitos se têm feito anticristos...
Conforme o verso
19, observamos que essas pessoas pertenciam à igreja.
Isto nos adverte
que se quisermos ser membros do corpo de Cristo, são necessário que sejamos
membros da igreja invisível.
c -
Os Filhos de Deus
I
João 3: 1 - 24
Filhos de Deus são
aqueles que demonstram qualidades de caráter iguais as Dele, estes demonstram
que nasceram do céu.
I João 3:1 Vede
quão grande caridade nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados de filhos
de Deus.
Somos considerados
filhos de Deus pelo próprio Deus não como adotado, mas como nascidos do
Espírito.
II e III SÃO JOÃO
I –
Introdução
A Segunda e a
Terceira epístolas de São João são os documentos mais curtos do Novo
Testamento.
A Segunda epístola
é uma carta a um membro particular da igreja, especificamente a uma senhora,
escrita com propósito de instruí-la quanto à atitude correta para com os falsos
mestres. Não devia dar-lhe hospitalidade.
João não ensinava o
mau tratamento aos cristãos que doutrinariamente diferem de nós ou que se
encontram nos laços do erro. Alguns comentadores afirmam ser uma igreja.
A terceira epístola
dá uma idéia de certas condições que existiam numa igreja local no tempo de
João.
João tinha enviado
um grupo de mestres itinerantes, com cartas de recomendação, a diferentes
igrejas, uma das quais, era assembléia a que pertenciam Gaio e Diótrefes.
Esta foi escrita
para elogiar Gaio por Ter recebido os obreiros cristãos que dependiam
inteiramente da hospitalidade dos crentes e para denunciar a falta de
hospitalidade de Diótrefes.
II -
Autoria
As epístolas de II
e III João, não trazem o nome do seu autor, que se apresenta simplesmente
debaixo do nome de presbítero, e da a entender que os destinatários dela sabem
quem ele é.
No estilo e na
matéria que versa muito se assemelham a primeira epístola, de sorte que a
maioria dos eruditos está convencida de que todas as três tiveram um mesmo
autor.
COMENTÁRIOS
– II João
I –
PROPÓSITO
Prevenir uma
bondosa senhora a respeito da hospedagem de alguns falsos mestres.
II -
ANÁLISE
"O
Presbítero"
O título descrevia
não simplesmente a idade, mas a posição de ofício. É evidente que ele era
conhecido desse modo. Ele não tinha dúvida de que eles o identificariam
imediatamente por esse título, que dá testemunho da sua autoridade reconhecida.
"A
Senhora Eleita"
Não meio de saber
se a palavra Cyria traduzida por senhora, se refere a uma pessoa, ou a
igreja. Onde os seus filhos seriam os membros da igreja. Se for uma pessoa
então era muito conhecida e residia próximo à cidade de Éfeso em cuja casa a
igreja se reunia.
"A
Verdade"
A palavra favorita
de João verdade aparece cinco vezes nesta epístola. Esta palavra é usada em
três sentidos:
- Como base do ensino cristão
- Como próprio Cristo
- Sinceramente
Temos, assim um
ensino maravilhoso
Verso 1 - A Verdade: como fonte de Amor,
Natureza do Amor, Razão para o Amor.
Verso
2 - A Verdade: Cristo é a Verdade, Em nós, Conosco.
Verso
3 - A Verdade: A graça, A Misericórdia, Paz, Fruto da verdade.
Verso
4 - A Verdade: Como caminho, Como mandamento divino.
COMENTÁRIOS
– III João
I –
PROPÓSITO
Agradecer ao
simpático e generoso Gaio pelos benefícios prestados.
II –
ANÁLISE
É uma carta pessoal
do Presbítero a seu amigo Gaio, a quem saúda calorosamente e com quem se
congratula por sua bem conhecida hospitalidade.
Muitos dos cristãos
dedicavam suas vidas na evangelização itinerante, sem salário ou recompensa, e
dependiam da hospitalidade dos cristãos.
Analisemos os três
personagens mencionados nesta epístola:
1.
Gaio Ver.
1
Havia um Gaio em
Corinto, I Cor. 1: 14, que, depois de batizado por Paulo tornaram-se hospedeiro
do apóstolo e de toda a igreja.
Segundo uma
tradição de que ele mais tarde veio a ser escriba de João.
Homem de bom
testemunho. Verso 3
Homem bondoso,
cheio de caridade. Verso 6
Homem hospitaleiro.
Verso 10, Comparar com Romanos 16:23
Provável filho na
fé de João. Verso 4
2.
Diótrefes Ver.
9
Diótrefes era,
provavelmente, um dos falsos mestres arrogantes referidos em I João. No caráter e na
conduta ele era inteiramente diferente de Gaio. Diótrefes é visto como alguém
que se ama a si próprio mais que os outros, e que recusa a acolher os
evangelistas em viagem.
Queria ser o
principal. Verso 9
Não hospitaleiro.
Verso 9
Homem de mau
testemunho. Verso 10
Homem de palavras
maliciosas. Verso 10
Homem que
influenciam os outros. Verso 10
Provavelmente
escondeu uma carta de João. Verso 9
3.
Demétrio
Nada sabemos ao
certo, deste Demétrio, fora o que nos é dito neste único versículo. Tem-se
feito a conjetura de que João o recomendou desse modo porque foi ele o
mensageiro da epístola.
Homem de bom
testemunho. Verso 12
Um homem cristão
EPÍSTOLA DE JUDAS
I -
Introdução
Há certa semelhança entre a Segunda
epístola de Pedro e a de Judas; ambas tratam da apostasia na igreja. Pedro
descreve a apostasia como futura e Judas, como presente. Pedro expõe os falsos
mestres como perigosos; Judas descreve-os em extrema depravação e na maior
desordem.
II –
Autoria
O autor desta
epístola descreve-se como "Judas", servo de Jesus Cristo, e irmão de
Tiago.
Sabemos que no Novo
Testamento há vários homens com este nome.
Como identificar o
autor desta carta?
1. Judas Iscariotes, o
traidor. Mateus 26:14
2. Judas (Tadeu) filho
de Tiago. Lucas 6:16
Alguns estudiosos
têm atribuído a este Judas a autoria da epístola, pois segundo a ARA aparece
"irmão de Tiago" Leiamos o verso 17.
3. Judas irmão de
Jesus. Mateus 13:55
Este tem recebido o apoio da grande maioria
dos eruditos da Bíblia.
Não pode haver
dúvida quanto a sua autoria. Devemos observar a expressão de Judas quando diz
" irmão de Tiago".
Fica caracterizado
de modo suficientemente claro, que havia um só Tiago eminente e bem conhecido,
o irmão do Senhor.
III –
Autor
Conforme vimos
acima Judas era irmão do Senhor, fora disto, nada sabemos a seu respeito.
Podemos aprender muita coisa de Judas ao
escutar o que tem a dizer de si mesmo.
- Era homem humilde (se identificava como
servo de Cristo) Devemos observar Romano 1:1, I Pedro 1:1
·
Era
reconhecido como irmão do Senhor. I cor. 9:5
IV –
Data
Devia Ter sido
escrita, provavelmente no ano 70 AD, visto que faz referência à profecia de II
Pedro que por sua vez, não foi escrita antes do ano 66, *Seguiu a Jesus após a sua Ressurreição como fizeram os irmãos
do Senhor, ( Judas e Tiago); conhecido como Judas Tadeu ou Labéu, provavelmente
segundo Eusébio, viajou para Síria, Arábia, Mesopotâmia e na Pérsia,
provavelmente foi martirizado na Pérsia.*
COMENTÁRIOS
I –
PROPÓSITO
Pelo verso 3
deduz-se que, Judas pretendia escrever um tratado sobre salvação, quando, foi
constrangido pelo Espírito a mudar o tema.
Judas então passou
a escrever uma defesa veemente do padrão moral da fé cristã.
II –
ANÁLISE
Dividiremos o
estudo em seis partes:
1. Guardados por Deus
para o Senhor Jesus. Verso 1,2
- Foi escrito aos que são: Chamados,
Amados, Conservados em cristo e Conservados por Cristo.
2. Guardar a fé.
Verso 3,4
- O Espírito constrange a mudar o tema
- Salvação comum(esta ao alcance de todos)
3. Guardados para o
juízo. Verso 5-7
- Como solene aviso
- Deve-se guardar os mandamentos
4. Não guardar a fé.
Verso 8,19
- Abandonando a Fé, segue-se uma terrível
deterioração do caráter.
Sensualidade,
Pensamentos corruptos, Incontinentes, Espírito Zombeteiro
5. Guardados no Amor
de Deus. Verso 20-23
- O Amor é tudo.
- Como devemos proceder.
Edificando, Orando,
Conservando, Olhando, Compaixão, Salvando Etc..
6. Guardados de
tropeçar. Verso 24,25
- Tropeçar precede cair
- Ele nos livra dos tropeços
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