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domingo, 8 de setembro de 2013

HAMARTIOLOGIA (A DOUTRINA SOBRE O PECADO)

INTRODUÇÃO
Estudaremos a partir de agora um assunto que vem ao longo do tempo, provocado e despertado debates teológicos, filosóficos, teorias, polemicas e diversificadas opiniões, nas diversas sociedades e cleros religiosos, levando-se em conta a cultura e a educação de cada classe social, além é claro da curiosidade, da ignorância ou simplesmente sanar dúvidas ou adquirir novos conhecimentos, enfim sempre haverá ou surgira uma teoria, uma pesquisa, um interesse a respeito, ou porque leu, ouviu,assistiu, participou etc. Neste pequeno estudo iremos se ater ao que a Bíblia diz a respeito (forma introdutória), uma vez que o nosso curso é composto de informações básicas. O assunto não se esgota, devendo a cada dia o interessado buscar e pesquisar, a fim de aumentar seus conhecimentos e se for o caso discutir, questionar, debater e estudar, tendo em mente que a Bíblia Sagrada é a infalível Palavra de Deus, portanto o maior registro em credibilidade sobre o assunto, haja vista, a sua inspiração Divina.
Consideramos também que o ser humano é tendencioso e levado pelo seu próprio ego a procurar para si o que é melhor, e dentro deste aspecto falar ou ouvir sobre o PECADO não é bom para algumas pessoas, porque o ser humano gosta de fazer a vontade da carne, levando uma vida regalada e libertina, desprezando uma conduta de vida restringida e policiada a fim de agradar a Deus, sabemos que para agradá-lo devemos nos submeter a sua vontade, e esta vontade esta voltada a uma submissão a Deus, desprezando os prazeres carnais e diabólicos presentes em nosso universo, promovidas pela vontade e ira satânica a fim de nos prejudicar espiritualmente. A Bíblia diz que o pecado gera a morte, ao ser tentado no Éden o primeiro casal se encantou com um dos seus frutos e com a beleza de uma arvore muitas vezes a tentação enche os olhos e chama à atenção, seduzindo aquele que está sendo tentado, a fruta apresentada pelo inimigo de nossas almas, foi um bela fruta, com toda certeza, com um marketing de causar inveja ao mais renomado “vendedor” ou estrategista, aliado ao fato da curiosidade despertada nas palavras” você será igual a Ele”, tal atitude da “serpente”, já havia ocorrido no céu, “posso ser igual a Deus” que resultou em uma rebelião angelical, culminando com a queda de lúcifer, resultado de um sentimento, o orgulho, a avareza  e a ganância, Lúcifer quis dar o passo maior que a perna e se deu mal. O ser humano deve ter uma atitude antagônica a esta, esvaziar-se de si mesmo e aceitar as verdades divinas, como regra de fé e obedeces-lhas, somente assim se vence o pecado e se conquista a liberdade no Senhor Jesus Cristo, bem como a eternidade tão esperada e defendida na palavra de Deus.

1. ETIMOLOGIA
Na raiz hebraica o pecado é conhecido como “hattã’th” que no grego é “amartia” que significa “errar o alvo” “fracassar”, tendo também esta palavra um significado geral, não se apegando somente ao significado original, em I João 3 v 4, aparece o vocábulo grego “anomia” (desregramento) apontando para o desvio da verdade conhecida e da retidão moral, o pecado é um ato, uma condição e um estado em que se encontra aquele que o pratica sem a regeneração, através de atos errôneas de forma continuada, também em II Pedro 2 v 6 no grego “asebéia” que significa impiedade, que se opõem contra Deus e seus princípios, conduzindo-o a rebelião da alma, tal condição e atitude conduz a uma outra forma de definição no grego “ parabasis” que significa transgressão, S.Mateus 6 v 14 e Tiago 2 v 11, também no grego “paranomia” que significa quebra da lei ou afastamento da lei moral, Atos 23 v 3, II Ped 2 v 16; Outra expressão grega “paraptõma” que significa passos em falso, Efésios 2 v 1; em fim apesar de estarmos aparentemente ou realmente preparados sempre nos desviamos ou caímos ou nos deixamos ser levados pelos caminhos do erro, uma suma de maneiras e modos que nos levam a “errar o alvo”, somente em Cristo estaremos livres deste mal, Ele é o antídoto contra o veneno do pecado, uma vez que pelo seu sacrifício vicário fomos redimidos e agraciados com a oportunidade de retornar-mos ao Criador. Deus é fiel e justo, portanto nos agracia com este beneficio, Aos Hebreus Cap. 11 v 1;  Com o tempo ao estudar sobre o assunto ouvirá alguns outros termos  como: “hamartema”, “parabasis”, “paraptõma”, “ponêria”, “anomia” e “adikia”, “awôn”, “pesha”, “ra”, e outras; Denotam estes termos dois apontamentos sobre o pecado, sendo eles tortuosidade com sua definição no original lembrando a serpente que é torta, e hãtã que significa falhar, desviar, errar o alvo. Podendo ser esta falha de homem para homem ou de forma mais grave, do homem para com DEUS. Na moralidade do homem o termo é ãwõn (torcido ou arruinado) sentimento de culpa. No sentido geral pecado é culpa, erro, fracasso, iniqüidade, transgressão, contravenção, desrespeito ou falta de lei, é injustiça, perversidade, viver erradamente, tortuosidade de conduta, vida amoral, concupiscência da carne. Quem pratica o pecado obtém como resultado a morte física e espiritual ou outros resultados desagradáveis. Leia S. Mt 4 v 16.
Por causa do pecado, os homens padecem dores, enfermidades e angustias condenação e morte. Pecado é em resumo transgressão cometida contra a Lei Divina e contra Deus, através de ato, atitudes ou estado. O pecado é antagônico a santidade, ou seja, o contrario de pecar é santificar. O pecado corresponde na esfera moral ao mal, enquanto que o bem é correspondido pela santidade. Pecar provoca a ira de Deus, porque o Criador despreza o pecado, pois o tem como uma afronta, um desrespeito a sua pessoa. Deus repele o pecado e ama o pecador, porem sua ira recai sobre aquele que comete pecado, quando este não se arrepende do mal que está cometendo. Num. 14 v 18; Neemias 9 v 17; Rm 1 v 18, Num 11 v 1, Tg 2 v 16 e Salmo 76 v 8.
Na bíblia sagrada encontramos 440 vezes a palavra pecado.
A Conseqüência do pecado ao homem com relação à ira de DEUS em repúdio a tal estado define em dois termos: Thymos, dezoito vezes encontramos este termo grego no novo testamento, apontando para um inrropimento de ira, por nove vezes Deus em Apocalipse demonstra sua ira derramada sobre os homens pecadores, Ap. 6 v 12-17, 11 v 18; 14 v 19; 15 v 1 e 7; 16 v 1 e 19; Outro termo é Orgê, significa também um estado de ira de Deus, aparece 27 vezes no novo testamento. Ap 6 v 16, não podemos relacionar tal aspecto de sua ira como uma emoção violenta, como acontece com o homem, mas sim entender que a ira de Deus é um justo juízo e não uma mera violência bestial como percebemos na pratica humana na nossa vida cotidiana. Rm 1 v 18.

2. ORIGEM DO PECADO
Vamos observar em todo texto bíblico algumas citações sobre o assunto:

2.1. O pecado é anterior ao homem; Ele aparece na Escritura Sagrada apontando para satanás e seus anjos caídos, EZ 28 v 13-17; IS 14 v 12-15; satanás foi o primeiro ser pecador S. João 8 v 44;
2.2. Não podemos afirmar e sustentar a idéia de que Deus é o criador do pecado, pois ele é contra qualquer forma de rebelião, não faz parte de seu caráter e moralidade; João 34 v 10; Is 6 v 3; Dt 32 v 4; Zc 8 v 17; Embora o anjo caído fora criado por Deus, antes de sua queda, tantos os anjos como o homem é dotado de livre arbítrio, Deus espera que ambos escolham o bem, principalmente os anjos, os quais vivem em um ambiente muito melhor do que o homem. Jesus provou como homem, que é possível viver sem praticar o pecado, Jesus não pecou na condição humana, caso contrario não retornaria ao seu lugar de origem, pois, no céu não entra pecado, e não se aceita o pecado.
2.3. A origem mais aceitável e viável é que o pecado deu-se no mundo angelical, ao criar os anjos Deus os criou de conduta moral boa e pura, mas o orgulho de lúcifer levou-o a contaminar a si e muitos anjos o seguiram espalhando as sementes malignas do pecado, sendo uma terça parte dos anjos expulsos do céu. Gn 1 v 31; Jô 8 v 44; I Jô 3 v 8; I Tim 3 v 6;
2.4. Origem histórica, Em Gn cap 3 temos a introdução do pecado ao mundo, sendo o homem a vítima de satanás para vingar-se de Deus. Rm 5 v 12; Gn 2 v 15-17;
2.5. É difícil explicar a origem do pecado; Foi concebido deliberadamente o pecado, Adão pecou conscientemente abusando de sua liberdade de escolha, logicamente induzido pelo diabo através de Eva sua companheira, que também deu lugar dando ouvidos ao instrumento satânico a serpente; O resultado foi a contaminação pecaminosa a todos os homens, Rm 5 v 12-19;
2.6. Resultados do pecado.
O primeiro casal perdeu o Jd do Éden; a fonte, ou seja, a origem no primeiro casal foi contaminada em conseqüência disso, todos foram contaminados, inclusive a terra, a natureza e os seres vivos, note a poluição ambiental, a destruição da camada de ozônio, fruto do progresso pecaminoso quer seja espiritual ou físico, através dos homens pecadores e dos anjos caídos que infestam nossa atmosfera. Sl 14 v 2; Rm 3 v 10; Jr 17 v 9; Ef. 2 v  3;
2.7 Todos Pecaram.
A expressão bíblica em Rm 5 v 12, encerra todos debaixo do pecado, no começo o primeiro casal pecou ao desobedecer a ordenança divina, vemos que logo após, repetiu-se de forma mais grave o pecado praticado por Caim, e assim sucessivamente até aos nossos dias, confirmou ser verdadeira a expressão bíblica, mas não podemos dizer que seremos condenados ou julgados pelo pecado de Adão, mas sim entender que seremos julgados, porque cada um de nós temos os nossos próprios pecados, Rm 2 v 6;  

3. ALGUMAS DEFINIÇÕES BIBLICAS DO PECADO.
- Pecado é separação. Is 59 v 2;
- Pecado é uma situação de trevas, Ef 5 v 11, Jô 1 v 5;
- É ofensa contra Deus, Sl 51 v 4, Lc 15 v 18;
- Afastamento, Rm 3 v 23;
- Tragédia Universal Rm 5 v 12; Sl 53 v 1;
- perversão e iniqüidade, I Pe 3 v 4;
- escravidão, Sl 139v24, Rm 6 v 23;
- resulta em distorção, Rm 7 v 19-20;
- omissão do bem, Tg 4 v 17;
- pecado é um estado mau da alma humana, Gn 6 v 5;
- falta de conformidade com a lei divina, Rm 4 v 15;
- pecado é a semente da morte, Rm 6 v 23;
- desobediência Rm 5 v 12, 19; Jr 18 v 10;

4. A REALIDADE DO PECADO.
O pecado não é teoria, fantasia ou uma criação humana, muitas pessoas e até alguns segmentos não acreditam que existe o fator pecado, defendendo que tal situação ou estado é um fruto da imaginação ou mera criação de um líder religioso. Porem a bíblia relata sobre o pecado e instruiu os seguidores de Deus a não praticarem o pecado em qualquer hipótese, considerando que está em jogo a salvação e a eternidade.
- o pecado é real Jr 17 v 9;
- o pecado afeta os humanos Rm 8v 7;
- o pecado e real nas palavras Rm 3 v 13;
- o homem nasce em pecado Sl 51 v 5;
- através do homem que cedeu a tentação o pecado entrou no mundo, Rm 5 v 12;

5. O PECADO É UNIVERSAL;
O pecado não é regional ou localizado, é um mal que afeta o universo no seu todo, veja:
- Universal Lc 11 v 13; Pv 20 v 9; Ec 7 v 20; Rm 3 v 10;
- Adão caiu e levou em sua caída toda a raça humana.
- em sentido universal, é depravação Gn 6 v 5; é culpa, Mt 10 v 15; estado de pena, Rm 5 v 12;
O PECADO É UNIVERSAL, TODOS ESTÃO SUJEITOS A ELE, A NÃO SER AQUELES QUE ESTÃO ABRIGADOS EM CRISTO.
5. A NATUREZA DO PECADO.
Encontramos diversas teorias a respeito do pecado, porém são falsas, vejamos:
- Pecado é apenas uma enfermidade, sendo os homens as vitimas;
- É a ausência do bem na terra, sendo um elemento passivo;
- Por ser finito o homem peca, é uma ilusão;
- O pecado e o mal não são reais, apenas ilusões que poderão ser vencidas através da percepção e visão positiva, pensamentos estes que são pronunciados e defendidos pelos budistas, hinduístas, defensores das teorias positivistas, algumas correntes cristãs populares, dos adeptos da Nova Era e enfim por boa parte da psicologia.
- Os Teólogos da Libertação, defendem que o pecado é a opressão de um grupo da sociedade por outro; exemplo os ricos contra os pobres; os donos de fazendas contra os sem terras e etc.
- Os ateístas, defendem que o mal é um cosmo sem Deus, rejeitam o pecado e a salvação é uma autopromoção humana;
-Os dualistas (um dos grupos mais antigos) defendem que existe uma luta preexistente e igual, ou seja, poderosos igualmente como o deus do Bem e o deus do Mal; a causa do pecado é a luta entre as duas forças; Defendem esta idéia os gnoticos, maniqueístas, zoroastrismo, parte do hinduismo e budismo e na Nova Era o mal é reduzido a uma necessidade amoral;
- defesa bíblica sobre o assunto: o pecado é uma violação, I João 3 v 4; é um estado espiritual e ausência de retidão, Rm 7 v8,11,13,14,17,20; é uma inimizade declarada contra Deus, Tg 4 v 1-4;
- O pecado se manifesta de três maneiras:
a. Para com Deus, de forma de rebelião e falta de amor I Sm 15 v 23; Dt 6 v 5;
b. Para com o próximo, deixar de amá-lo Mt 5 v 38-48, I João 3 v 15; Rm 1 v 18; Miquéias 6 v 8;
c. Para consigo mesmo, egoísmo e corrupção de valores, da soberba, Ml 4 v 1; Mt 16 v 24; Tg 4v 6;
d. Sendo a vontade de Deus, desobedecida em todas manifestações pecaminosas, voluntária ou inconsciente, Num 15 v 30; Sl 19 v 13; Hb 9 v 7; o homem não é diretamente responsável por haver nascido em pecado, mas é responsável diretamente por todos os pecados que pratica;
e. As leis existem por causa da desobediência e maldade humana; Observe esses dois provérbios: O grande filósofo Sêneca disse: “ Todos temos pecados, uns menos outros mais” o chinês diz: “ há dois homens somente bons na terra, um que está morto e outro que não nasceu”.  

6. Efeitos do Pecado
Na vida, na pratica, no dia a dia, seus bens e objetos, seu futuro, sua família, sua consciência e sua salvação, tudo isso é afetado por uma vida de pecado.
- No Universo, todos os seres humanos do universo foram afetados pelo pecado, o resultado e o pagamento pelo pecado praticado segundo Paulo, o Apóstolo dos Gentios, uma grande figura bíblica do Novo Testamento, escritor de cartas importantes para o discipulado do povo de Deus, diz em seu argumento “O salário do pecado é a morte” Rm 6 v 23; O grande líder Moisés, príncipe egípcio, legislador hebreu, homem de fibra e valoroso, registrou a penitência divina ao pecadores Adão e Eva dizendo: “ no dia em que dela comeres, certamente morreras” Gn 2 v 17; Vamos ver os aspectos desta morte:
a. Física: Gn 2 v 17; Tg 1 v 15;
É como nos sabemos uma verdade bíblica, Hb 9 v 27;
b. Espiritual; Rm 6 v 23;
A morte espiritual é a separação da pessoa, em toda a sua natureza de Deus; é uma barreira que impede o relacionamento para com Deus;
c. Eterna; Sl 9 v 17, Apo 20 v 15; Is 13 v 11.
Esta é a fase final, quando o homem permanece morto espiritualmente diante de Deus, o resultado final é a morte eterna; ou seja, definitiva sem retorno; Haverá um julgamento final, neste julgamento os homens mortos no sentido espiritual diante de Deus, receberão a sentença final, a segunda morte, a morte eterna, não significa que não sentirão mais nada pelo fato de morrerem eternamente, mas sim que sofrerão eternamente, para todo sempre; situação antagônica daqueles que forem privilegiados pela vida eterna, se alegrarão e viveram felizes para sempre, com Deus, Jesus,Espírito Santo e os santos anjos de Deus; Vestidos Brancos, galardão, novo nome, vida eterna, paz eterna, alegria eterna; Glória a Deus, para todo sempre; Meu irmão, vale a pena servir a Deus com sinceridade de coração; Lembre-se está chegando o grande dia, a grande viagem, o momento único e inigualável; Jesus está voltando, para buscar o seu povo. “Shalon a Hema”, “ Maranata”.
d. Efeitos do pecado sobre os próximos, COMPETIÇÃO, é uma causa do pecado, um querer ser melhor do que o outro, querer a mesma posição, o mesmo namorado, a mesma esposa, o mesmo grau de conhecimento, a mesma terra e casa, enfim o egoísmo toma conta e domina o ser humano. Tg 4 v 1,2;
e. Incapacidade de empatia, viver alheio, viver despreocupado com os insucessos de seu próximo, Observe as palavras de Paulo “ nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um aos outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros. Tende em vós mesmos sentimento que houve em Cristo Jesus Fp. 2 v 3-5;
e. Rejeição da autoridade:
Não devemos rejeitar a autoridade, mas respeitá-la, a rejeição a autoridade é uma conseqüência do pecado, lembre-se para que toda a ação haja uma reação; A autoridade existe para o nosso bem, porque precisamos ser policiados e fiscalizados, conseqüência de uma vida de pecado, resultado de perdemos a confiança em Deus. Houve a necessidade de se criar regras e normas para viver-mos em harmonia, mesmo assim isso ainda está longe de ser realizado, veja as guerras, o crime, a ganância, a desordem social existente em nosso planeta, a fome.
f. Falta de amor;
Não amamos e nem praticamos o amor ensinado por Jesus, a humanidade não aprendeu a amar ou esqueceu-se da pratica do amor, veja as crianças e pessoas moradoras de rua, o números de favelas, a falta de educação escolar, a falta de unidades e de compromisso coma a saúde, o desemprego, a divisão da riqueza erroneamente, o desrespeito para com Deus.
g. Ilustração de alguns efeitos provocados pelo pecado:
O exemplo de Sanção;
- O pecado engana, cega, degrada, separa, escraviza, humilha enferma e mata;
- O exemplo do primeiro casal, Adão e Eva;
- O pecado separa, despe, provoca remorsos, gera atritos, provoca dores, entristece enferma e mata;
h. Outros efeitos:
- Dores e enfermidades, o Livro de Jô deixa claro, que nem todas as enfermidades e resultado do pecado, embora no sentido geral, o sofrimento é resultado do pecado. Gn 3 v 16-19; Rm 8 v 19-22;
- Perda da comunhão para com Deus; Is 4 v 14; Lc 5 v 8;
- Escravidão moral, o homem fica escravo do pecado, é uma força maléfica que toma conta do homem, deixando-o longe e com dificuldades de praticar o bem. Rm 7 v 18-20;
- Culpado perante Deus, com ou sem a vergonha, Gn 3v8, o homem se sente culpado diante de Deus, Rm 3v19, sente os mesmos sintomas de um grande criminoso quando a consciência reclama o mal cometido.
i. Presença permanente no homem, Sl 51 v 3 “ o meu pecado esta sempre diante de mim” nasce escondido, cresce gradualmente, manifesta-se publicamente e sempre esta presente, sempre estará nos acompanhando.
- O pecado conduz a miséria, no social, na moral, na psíquica, na mental, na física e espiritual (Lc 15, 17 e Is 1 v 5,6);

7. Conseqüências do Pecado
-Definhamento, Desordem, paralisia, prisão, miséria, condenação, perda da santidade, anormalidade, perda do poder, perda da liberdade, infelicidade, injustiça, impureza, fraqueza, escravidão, tribulação, morte.
Obs. O pecador é sério e um terrível mal, fuja dele, procure servir a Deus verdadeiramente, as conseqüências do pecado são terríveis e desastrosas.

8. O Remédio para o Pecado.
O remédio é servir a Deus, somente a Ele, em verdade e honra.
- A misericórdia de Deus, Sl 51 v1, Lm 3 v 23;
- A lavagem espiritual, Sl 51 v 2, 7, Tt 3 v 5, que é o nascer do espírito dito por Jesus, João 3 v 5;
- A purificação pelo sangue, Hb 9 v 22
- um novo coração, Sl 51 v 10, Deus não reforma o homem, mas o transforma em uma nova pessoa, Rm 6 v 4, II Cor 5 v 17;

9. O CAMINHO DO PECADO, como ele acontece no homem.
a.         O Primeiro passo é a cogitação (pensar na pratica do mal);
- o homem pensa como fará ou realizará o seu intento, nesta fase, poderá haver o arrependimento e fazer com que deixe de dar seqüência aos demais passos para o efeito final, nesta fase o mal está interno, portanto só aquele que pensou e Deus é que sabe o que esta acontecendo, basta então uma vez que houve o arrependimento, direto ou indiretamente, pedir perdão a Deus, sem haver a necessidade de confessar publicamente o seu pecado.
b.         O segundo passo são os Atos Preparatórios ou preparação;
Nesta fase o homem, passou do primeiro passo ao segundo, ou seja, ele pensou e agora está se preparando para que o seu intento seja feito; Poderá ainda haver uma arrependimento direto ou indiretamente, se for direto, peça perdão a Deus e deixe o mal, se for indiretamente, analise a conseqüência e observe se o seu próximo ao tomar o conhecimento manterá em segredo ou irá declará-lo publicamente, neste caso procure o pastor da igreja e peça orientações a respeito, caso o seu próximo decida por guardar em segredo, então peça perdão a Deus e ao seu próximo.
Entenda como atos preparatórios os objetos ou os meios para o propósito ser realizado;
c.         O terceiro passo é a execução;
Nesta fase o individuo executa o intento, tornando-se pública a sua intenção, segundo a bíblia a execução já é considerado uma atitude grave e deve haver a confissão, pois foi do conhecimento de todos, ou trouxe prejuízo a si ou a terceiro, diante da sociedade, da família ou da igreja; Caberá ao ministério da igreja julgar as conseqüências e disciplinar a atitude tomada do pecador, com a finalidade de corrigi-lo e não perdê-lo, lembrando que a misericórdia deve ser praticada, mas também a justiça devera ter o seu espaço em evidência, para que o acusado se defenda, arrependa-se e volte ao convívio do membrado, ressaltando que cabe verificar quais foram as conseqüências do mal, pois o pecado foi iniciado com a execução e agora resta saber o resultado, pois ainda poderá haver uma arrependimento imediato, podendo o mal ser sanado, então haverá a conseqüência da tentativa e não do resultado final.
d.        O quarto passo é o resultado.
Muito bem, agora é o passo mais grave de todos, pois o pecado foi pensado, preparado, executado e chegou ao resultado, ou seja, o intento deu resultado, e não houve o arrependimento. Nesta situação deve ser aplicada à disciplina da igreja e bíblica, visando também o arrependimento de quem causou o resultado. Porém a igreja e o ministério deveram tomar decisões importantes e se for o caso procurar a justiça pública, caso o resultado seja a morte ou uma lesão grave. Devera ser julgado o resultado final, para depois tomar uma decisão que poderá ter dois caminhos a espiritual (igreja) e a material (ministério público) lembrando que quem toma conhecimento de um ato criminoso segundo a lei, deve procurar a justiça pública, podendo incorrer no erro de impedir que a lei seja cumprida, ou seja, co-participe do ato criminoso. Existem situações morais, que são na esfera espiritual, portanto chamado de pecado, porém não é o caso de ser crime, porem, existe pecado que também é um crime. Crime este que poderá ser na esfera condicional ou incondicional, dentro dos princípios das leis.

10. Diferença entre culpa e dolo
- No dolo o agente quer o resultado final de qualquer forma; pode ser um desejo maligno humano ou diabólico, sem arrependimento. Exemplo à vingança.
- Na culpa, o agente praticou o mal sem saber dos resultados, ou seja, por lapso ou ignorância, o pecado também poderá ser praticado por ignorância, por desconhecimento, ou involuntário;

11. Diferença entre pecado público e não publico.
- Público, quando é do conhecimento de todos (igreja, família, sociedade);
- Não publico, quando o pecado é cometido somente pelo conhecimento do agente e Deus, deve haver um comprometimento diante de Deus, da pessoa que cometeu o pecado de acordo com a sua consciência, sua consciência deverá julgá-lo e cabe a ele tomar uma atitude, dentro dos princípios bíblicos, para que não seja julgado e venha ser condenado no final por ocultar um pecado que deveria ser confessado ou revelado. O salmista disse: que enquanto estava calando o seu pecado, seus ossos apodreciam.



12. O pecado poderá ser no sentido coletivo ou individual;
Coletivo, quando é promovido por uma comunidade ou grupo, exemplo rebelião, divisão;
Individual, quando é cometido por uma pessoa;
OBS: Há também aqueles que ocultam o seu pecado, e disfarçadamente apresentam-se diante da igreja e Deus, sem o devido confessamento, este será julgado por Deus, “Nada permanecerá oculto para sempre diante de Deus, “Aquele que usa de engano não permanecerá” diz a bíblia sagrada”. Exemplo: no Novo testamento, o caso de Ananias e Safira. (morreram por causa da mentira e do pecado);

13. INIQUIDADE.
Quando a pessoa pratica o erro ou o pecado sabendo que é pecado, comete o pecado de iniqüidade ou voluntário, isso é muito grave, cuidado com essa prática, pois Deus o julgará. 
Algumas atitudes cometidas pelo agente, sabendo que é pecado, às vezes mesmo assim alcançam à misericórdia da parte de Deus, mas destacamos aqui aqueles que pecam deliberadamente sem remorso, pecam desafiando a santidade e a moral de Deus, tal pessoa recebe o titulo de “apóstata” e diz a Bíblia Sagrada, que o apostata será julgado por Deus.

14. PECADO DE IGNORANCIA
A pessoa pratica o pecado, sem saber que se trata de pecado, acredito no perdão por parte de Deus, embora haja em vida, o resultado que o agente colherá, sem saber o motivo e o porquê de tal situação. Às vezes comete o pecado, porque o seu líder ensinou que tal pratica não é pecado, o resultado será cobrado do líder, por Deus. Muitas pessoais são conduzidas e induzida a pratica do pecado, até de maneira camuflada.

15. PECADO IMPERDOÁVEL
Texto, São Mateus 12 v 32;
Como entender o pecado imperdoável, há polemicas e diversas teorias sobre o assunto, a uma teoria que diz que o pecado imperdoável só ocorre após a morte, outra diz que o pecado imperdoável ocorrerá por ocasião da grande tribulação, alguns defendem a idéia de que o pecado imperdoável só existiu no momento em que Cristo esteve como homem na terra. Entendo e concordo com a idéia de que o pecado imperdoável é cometido somente por aquele que conhece as verdades bíblicas sobre Deus, uma vez que, aquele que não chegou ao conhecimento da verdade, não poderá ser acusado de pecado imperdoável ou blasfêmia, uma vez que em nosso estudo já observamos que uma pessoa que peca por falta de instrução correta ou conhecimento, comete o pecado de ignorância. Muito bem, como então saber se uma pessoa cometeu o pecado imperdoável, por observação e analogia, chegamos ao seguinte entendimento.
O Espírito Santo não tem mais contato com a pessoa que cometeu tal pecado, se porventura haver na pessoa que se julga ter praticado o pecado, o sentimento de arrependimento, então é evidente que o tal não cometeu o pecado, e se cometeu, cometeu de forma involuntária, pois o Espírito Santo é o responsável por despertar o sentimento de arrependimento e o convencimento dos erros cometidos nas pessoas, se isso ocorre é porque o Espírito Santo não se afastou da pessoa, caso contrario, não havendo qualquer forma de arrependimento e se a pessoa for cônscia dos seus deveres para com Deus, então tudo leva a crer que o tal cometeu o pecado imperdoável.  (In-tese) (mistério).
O pecado imperdoável é aquele que a principio atribui algo realizado pelo Espírito de Deus ao Diabo, lembrando que há outras formas de pecar contra o Espírito Santo, que não aponta para o pecado imperdoável, mas para um tipo que entristece o Esp. Santo. No pecado imperdoável o Espírito Santo se afasta definitivamente da pessoa; outra forma é aquela que não caracteriza o imperdoável, mas entristece o Espírito Santo, nesta forma o Espírito Santo não se afasta, mas se “cala” espera que a pessoa se arrependa e se humilhe a Deus pedindo perdão.

15. PERDÃO DE PECADOS
Texto: Marcos 2 v 7;
É conferido exclusivamente por Deus, é dado por meio de Cristo;
São apagadas nossas transgressões, Is. 44 v 22, Hb 10 v 17;
Restauram o pecador diante de Deus, Is. 44 v 22;
É o começo e o inicio da salvação, pois o perdão é necessário para sermos salvos. Rm 4 v 8;
O perdão é apenas o começo e não o fim. Hb 6 v 1-3;
O perdão acarreta em uma transformação moral e física, mudança de atos e um estado necessário e continuado para adquirir a salvação definitiva que é a vida eterna, muda-se as atitudes, os gestos, o comportamento, o linguajar, etc.




16. GRAUS DE PECADO.
Texto: I João 5 v 16,17;
No texto se reconhece que há diferentes graus de pecado, Jesus fez distinção em Mt 23 v 14; Paulo disse que os homens podem piorar, II Tim 3 v 13; Muitos dizem que os pecados tem sempre a mesma gravidade, mas isso não é verdade, leia Rm 2 v 6; Apo 20 v 12, tais trechos deixam claros que haverá níveis de condenação, onde será julgado entre o bem e o mal que as pessoas praticaram. Mas a verdade é que pecado é pecado, e se não haver o perdão da parte de Deus, todo pecado é mortal, Rm 3 v 23 e 6 v 23; Devemos observar as conseqüências e o resultado provocado pelo pecado cometido, antes de tomarmos uma atitude precipitada, quer no sentido de agravação ou atenuação, pois o erro deixa as suas marcas, os seus frutos.
A diferença entre evangélicos e católicos, é que o pecador precisa segundo os católicos de passar por penitencias sacerdotais, enquanto que os evangélicos ensinam que o perdão independe da penitencia, pois o perdão é um ato direto de Deus, sendo que algumas denominações evangélicas aplicam disciplinas aos seus membros com o intuito de corrigir de forma exemplar perante a comunidade, mas o perdão não pode ser negado, o que deve ser observado, é se o praticante está arrependido, uma forma inicial é aceitando a correção e se humilhando, diante de Deus em primeiro lugar e depois demonstrando perante a comunidade que freqüenta, através de suas atitudes que está arrependido. 
Não devemos acusar ou julgar os nossos irmãos, pois tais atitudes são diretivas do próprio Deus, que tudo conhece e sabe, Cristo deu poder a sua Igreja para perdoar pecados, note bem, muitas vezes à igreja perdoa, mas será que o pecado foi perdoado por Deus? Às vezes Deus perdoou o pecador, mas a igreja resolveu disciplinar a pessoa de forma exemplar, esse direito foi dado por Cristo, independente da salvação, pois o que diz a respeito ao perdão divino é particular, a pessoa somente é que pode sentir o perdão divino, independente da igreja.

16. CONCLUSÃO.
Algumas expressões como: Pecado Venial, Capital, Cardeal, são termos católicos, que nada acrescentam ao nosso estudo principal.  
Procure mais informações a respeito, pois esta apostila não esgota o assunto, se consegui pelo menos despertar o seu interesse, já me sinto realizado.


Querido Irmão, concluímos que pecado, sempre será pecado, seja ele de grau maior ou menor, se não tomar-mos uma atitude de mudar a nossa forma de servir a Deus, no sentido de servi-lo com sinceridade e verdade, corremos o risco de perder a salvação e o nosso tempo de freqüência nos cultos.
Também não podemos julgar os nossos irmãos que a nosso ver estão no erro, mas devemos interceder a Deus para que revele a verdade e sua bondade a tais pessoas, para que se arrependam. Não deixe o sentimento de culpa te dominar, se você confessou e deixou, prossiga para o alvo e não erre mais, o diabo usa o sentimento de culpa para nos impedir de receber-mos as bênçãos da parte de Deus. 
Encerro a minha parte citando o versículo: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” I João 1 v 8; 
“Se andar-mos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo seu filho, nos purifica de todo o pecado” I João 1 v 7;        Gloria a Deus. 

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