Estudaremos a partir de agora um assunto que vem ao
longo do tempo, provocado e despertado debates teológicos, filosóficos,
teorias, polemicas e diversificadas opiniões, nas diversas sociedades e cleros
religiosos, levando-se em conta a cultura e a educação de cada classe social,
além é claro da curiosidade, da ignorância ou simplesmente sanar dúvidas ou
adquirir novos conhecimentos, enfim sempre haverá ou surgira uma teoria, uma
pesquisa, um interesse a respeito, ou porque leu, ouviu,assistiu, participou
etc. Neste pequeno estudo iremos se ater ao que a Bíblia diz a respeito (forma introdutória),
uma vez que o nosso curso é composto de informações básicas. O assunto não se
esgota, devendo a cada dia o interessado buscar e pesquisar, a fim de aumentar
seus conhecimentos e se for o caso discutir, questionar, debater e estudar, tendo
em mente que a Bíblia Sagrada é a infalível Palavra de Deus, portanto o maior
registro em credibilidade sobre o assunto, haja vista, a sua inspiração Divina.
Consideramos também que o ser humano é tendencioso e
levado pelo seu próprio ego a procurar para si o que é melhor, e dentro deste
aspecto falar ou ouvir sobre o PECADO não é bom para algumas pessoas, porque o
ser humano gosta de fazer a vontade da carne, levando uma vida regalada e
libertina, desprezando uma conduta de vida restringida e policiada a fim de
agradar a Deus, sabemos que para agradá-lo devemos nos submeter a sua vontade,
e esta vontade esta voltada a uma submissão a Deus, desprezando os prazeres
carnais e diabólicos presentes em nosso universo, promovidas pela vontade e ira
satânica a fim de nos prejudicar espiritualmente. A Bíblia diz que o pecado gera a morte, ao ser tentado no
Éden o primeiro casal se encantou com um dos seus frutos e com a beleza de uma
arvore muitas vezes a tentação enche os olhos e chama à atenção, seduzindo
aquele que está sendo tentado, a fruta apresentada pelo inimigo de nossas
almas, foi um bela fruta, com toda certeza, com um marketing de causar inveja
ao mais renomado “vendedor” ou estrategista, aliado ao fato da curiosidade
despertada nas palavras” você será igual a Ele”, tal atitude da “serpente”, já
havia ocorrido no céu, “posso ser igual a Deus” que resultou em uma rebelião
angelical, culminando com a queda de lúcifer, resultado de um sentimento, o
orgulho, a avareza e a ganância, Lúcifer
quis dar o passo maior que a perna e se deu mal. O ser humano deve ter uma
atitude antagônica a esta, esvaziar-se de si mesmo e aceitar as verdades
divinas, como regra de fé e obedeces-lhas, somente assim se vence o pecado e se
conquista a liberdade no Senhor Jesus Cristo, bem como a eternidade tão
esperada e defendida na palavra de Deus.
1.
ETIMOLOGIA
Na raiz hebraica o pecado é conhecido como “hattã’th”
que no grego é “amartia” que significa “errar o alvo” “fracassar”, tendo também
esta palavra um significado geral, não se apegando somente ao significado
original, em I João
3 v 4, aparece o vocábulo grego “anomia” (desregramento) apontando para o
desvio da verdade conhecida e da retidão moral, o pecado é um ato, uma condição
e um estado em que se encontra aquele que o pratica sem a regeneração, através
de atos errôneas de forma continuada, também em II Pedro 2 v 6 no grego
“asebéia” que significa impiedade, que se opõem contra Deus e seus princípios,
conduzindo-o a rebelião da alma, tal condição e atitude conduz a uma outra
forma de definição no grego “ parabasis” que significa transgressão, S.Mateus 6
v 14 e Tiago 2 v 11, também no grego “paranomia” que significa quebra da lei ou
afastamento da lei moral, Atos 23 v 3, II Ped 2 v 16; Outra expressão grega
“paraptõma” que significa passos em falso, Efésios 2 v 1; em fim apesar de
estarmos aparentemente ou realmente preparados sempre nos desviamos ou caímos
ou nos deixamos ser levados pelos caminhos do erro, uma suma de maneiras e
modos que nos levam a “errar o alvo”, somente em Cristo estaremos livres deste
mal, Ele é o antídoto contra o veneno do pecado, uma vez que pelo seu
sacrifício vicário fomos redimidos e agraciados com a oportunidade de
retornar-mos ao Criador. Deus é fiel e justo, portanto nos agracia com este
beneficio, Aos Hebreus Cap. 11 v 1; Com
o tempo ao estudar sobre o assunto ouvirá alguns outros termos como: “hamartema”, “parabasis”, “paraptõma”,
“ponêria”, “anomia” e “adikia”, “awôn”, “pesha”, “ra”, e outras; Denotam estes
termos dois apontamentos sobre o pecado, sendo eles tortuosidade com sua
definição no original lembrando a serpente que é torta, e hãtã que significa
falhar, desviar, errar o alvo. Podendo ser esta falha de homem para homem ou de
forma mais grave, do homem para com DEUS. Na moralidade do homem o termo é ãwõn
(torcido ou arruinado) sentimento de culpa. No sentido geral pecado é culpa,
erro, fracasso, iniqüidade, transgressão, contravenção, desrespeito ou falta de
lei, é injustiça, perversidade, viver erradamente, tortuosidade de conduta,
vida amoral, concupiscência da carne. Quem pratica o pecado obtém como
resultado a morte física e espiritual ou outros resultados desagradáveis. Leia
S. Mt 4 v 16.
Por causa do pecado, os homens padecem dores,
enfermidades e angustias condenação e morte. Pecado é em resumo transgressão cometida contra a Lei Divina e
contra Deus, através de ato, atitudes ou estado. O pecado é antagônico
a santidade, ou seja, o contrario de pecar é santificar. O pecado corresponde
na esfera moral ao mal, enquanto que o bem é correspondido pela santidade. Pecar provoca a ira de Deus, porque o
Criador despreza o pecado, pois o tem como uma afronta, um desrespeito a sua
pessoa. Deus repele o pecado e ama o pecador, porem sua ira recai sobre
aquele que comete pecado, quando este não se arrepende do mal que está
cometendo. Num. 14 v 18; Neemias 9 v 17; Rm 1 v 18, Num 11 v 1, Tg 2 v 16 e
Salmo 76 v 8.
Na bíblia
sagrada encontramos 440 vezes a palavra pecado.
A Conseqüência do pecado ao homem com relação à ira
de DEUS em repúdio a tal estado define em dois termos: Thymos, dezoito vezes encontramos este termo grego no novo
testamento, apontando para um inrropimento
de ira, por nove vezes Deus em Apocalipse demonstra sua ira derramada
sobre os homens pecadores, Ap. 6 v 12-17, 11 v 18; 14 v 19; 15 v 1 e 7; 16 v 1
e 19; Outro termo é Orgê, significa também um estado de ira de Deus, aparece 27
vezes no novo testamento. Ap 6 v 16, não podemos relacionar tal aspecto de sua
ira como uma emoção violenta, como acontece com o homem, mas sim entender que a
ira de Deus é um justo juízo e não uma mera violência bestial como percebemos
na pratica humana na nossa vida cotidiana. Rm 1 v 18.
2. ORIGEM
DO PECADO
Vamos observar em todo texto bíblico algumas citações
sobre o assunto:
2.1. O
pecado é anterior ao homem; Ele aparece na Escritura Sagrada apontando
para satanás e seus anjos caídos, EZ 28 v 13-17; IS 14 v 12-15; satanás foi o
primeiro ser pecador S. João 8 v 44;
2.2. Não
podemos afirmar e sustentar a idéia de que Deus é o criador do pecado,
pois ele é contra qualquer forma de rebelião, não faz parte de seu caráter e
moralidade; João 34 v 10; Is 6 v 3; Dt 32 v 4; Zc 8 v 17; Embora o anjo caído
fora criado por Deus, antes de sua queda, tantos os anjos como o homem é dotado
de livre arbítrio, Deus espera que ambos escolham o bem, principalmente os
anjos, os quais vivem em um ambiente muito melhor do que o homem. Jesus provou
como homem, que é possível viver sem praticar o pecado, Jesus não pecou na
condição humana, caso contrario não retornaria ao seu lugar de origem, pois, no
céu não entra pecado, e não se aceita o pecado.
2.3. A
origem mais aceitável e viável é que o pecado deu-se no mundo
angelical, ao criar os anjos Deus os criou de conduta moral boa e pura, mas o
orgulho de lúcifer levou-o a contaminar a si e muitos anjos o seguiram
espalhando as sementes malignas do pecado, sendo uma terça parte dos anjos
expulsos do céu. Gn 1 v 31; Jô 8 v 44; I Jô 3 v 8; I Tim 3 v 6;
2.4. Origem
histórica, Em Gn cap 3 temos a introdução do pecado ao mundo, sendo o
homem a vítima de satanás para vingar-se de Deus. Rm 5 v 12; Gn 2 v 15-17;
2.5. É
difícil explicar a origem do pecado; Foi concebido deliberadamente o
pecado, Adão pecou conscientemente abusando de sua liberdade de escolha,
logicamente induzido pelo diabo através de Eva sua companheira, que também deu
lugar dando ouvidos ao instrumento satânico a serpente; O resultado foi a
contaminação pecaminosa a todos os homens, Rm 5 v 12-19;
2.6.
Resultados do pecado.
O primeiro casal perdeu o Jd do Éden; a fonte, ou
seja, a origem no primeiro casal foi contaminada em conseqüência disso, todos
foram contaminados, inclusive a terra, a natureza e os seres vivos, note a
poluição ambiental, a destruição da camada de ozônio, fruto do progresso pecaminoso
quer seja espiritual ou físico, através dos homens pecadores e dos anjos caídos
que infestam nossa atmosfera. Sl 14 v 2; Rm 3 v 10; Jr 17 v 9; Ef. 2 v 3;
2.7 Todos
Pecaram.
A expressão bíblica em Rm 5 v 12, encerra todos
debaixo do pecado, no começo o primeiro casal pecou ao desobedecer a ordenança
divina, vemos que logo após, repetiu-se de forma mais grave o pecado praticado
por Caim, e assim sucessivamente até aos nossos dias, confirmou ser verdadeira
a expressão bíblica, mas não podemos dizer que seremos condenados ou julgados
pelo pecado de Adão, mas sim entender que seremos julgados, porque cada um de
nós temos os nossos próprios pecados, Rm 2 v 6;
3. ALGUMAS
DEFINIÇÕES BIBLICAS DO PECADO.
- Pecado é separação. Is 59 v 2;
- Pecado é uma situação de trevas, Ef 5 v 11, Jô 1 v
5;
- É ofensa contra Deus, Sl 51 v 4, Lc 15 v 18;
- Afastamento, Rm 3 v 23;
- Tragédia Universal Rm 5 v 12; Sl 53 v 1;
- perversão e iniqüidade, I Pe 3 v 4;
- escravidão, Sl 139v24, Rm 6 v 23;
- resulta em distorção, Rm 7 v 19-20;
- omissão do bem, Tg 4 v 17;
- pecado é um estado mau da alma humana, Gn 6 v 5;
- falta de conformidade com a lei divina, Rm 4 v 15;
- pecado é a semente da morte, Rm 6 v 23;
- desobediência Rm 5 v 12, 19; Jr 18 v 10;
O pecado não é teoria, fantasia ou uma criação
humana, muitas pessoas e até alguns segmentos não acreditam que existe o fator
pecado, defendendo que tal situação ou estado é um fruto da imaginação ou mera
criação de um líder religioso. Porem a bíblia relata sobre o pecado e instruiu
os seguidores de Deus a não praticarem o pecado em qualquer hipótese,
considerando que está em jogo a salvação e a eternidade.
- o pecado é real Jr 17 v 9;
- o pecado afeta os humanos Rm 8v 7;
- o pecado e real nas palavras Rm 3 v 13;
- o homem nasce em pecado Sl 51 v 5;
- através do homem que cedeu a tentação o pecado
entrou no mundo, Rm 5 v 12;
5. O PECADO
É UNIVERSAL;
O pecado não é regional ou localizado, é um mal que
afeta o universo no seu todo, veja:
- Universal Lc 11 v 13; Pv 20 v 9; Ec 7 v 20; Rm 3 v
10;
- Adão caiu e levou em sua caída toda a raça humana.
- em sentido universal, é depravação Gn 6 v 5; é
culpa, Mt 10 v 15; estado de pena, Rm 5 v 12;
O PECADO É UNIVERSAL, TODOS ESTÃO
SUJEITOS A ELE, A NÃO SER AQUELES QUE ESTÃO ABRIGADOS EM CRISTO.
Encontramos
diversas teorias a respeito do pecado, porém são falsas, vejamos:
- Pecado é
apenas uma enfermidade, sendo os homens as vitimas;
- É a ausência
do bem na terra, sendo um elemento passivo;
- Por ser finito
o homem peca, é uma ilusão;
- O pecado e o
mal não são reais, apenas ilusões que poderão ser vencidas através da percepção
e visão positiva, pensamentos estes que são pronunciados e defendidos pelos
budistas, hinduístas, defensores das teorias positivistas, algumas correntes
cristãs populares, dos adeptos da Nova Era e enfim por boa parte da psicologia.
- Os Teólogos da
Libertação, defendem que o pecado é a opressão de um grupo da sociedade por
outro; exemplo os ricos contra os pobres; os donos de fazendas contra os sem
terras e etc.
- Os ateístas,
defendem que o mal é um cosmo sem Deus, rejeitam o pecado e a salvação é uma
autopromoção humana;
-Os dualistas
(um dos grupos mais antigos) defendem que existe uma luta preexistente e igual,
ou seja, poderosos igualmente como o deus do Bem e o deus do Mal; a causa do
pecado é a luta entre as duas forças; Defendem esta idéia os gnoticos,
maniqueístas, zoroastrismo, parte do hinduismo e budismo e na Nova Era o mal é
reduzido a uma necessidade amoral;
- defesa bíblica
sobre o assunto: o pecado é uma violação, I João 3 v 4; é um estado espiritual
e ausência de retidão, Rm 7 v8,11,13,14,17,20; é uma inimizade declarada contra
Deus, Tg 4 v 1-4;
- O pecado se
manifesta de três maneiras:
a. Para com
Deus, de forma de rebelião e falta de amor I Sm 15 v 23; Dt 6 v 5;
b. Para com o
próximo, deixar de amá-lo Mt 5 v 38-48, I João 3 v 15; Rm 1 v 18; Miquéias 6 v
8;
c. Para consigo
mesmo, egoísmo e corrupção de valores, da soberba, Ml 4 v 1; Mt 16 v 24; Tg 4v
6;
d. Sendo a vontade
de Deus, desobedecida em todas manifestações pecaminosas, voluntária ou
inconsciente, Num 15 v 30; Sl 19 v 13; Hb 9 v 7; o homem não é diretamente
responsável por haver nascido em pecado, mas é responsável diretamente por
todos os pecados que pratica;
e. As leis
existem por causa da desobediência e maldade humana; Observe esses dois
provérbios: O grande filósofo Sêneca disse: “ Todos temos pecados, uns
menos outros mais” o chinês diz: “ há dois homens somente bons
na terra, um que está morto e outro que não nasceu”.
6. Efeitos do Pecado
Na vida, na
pratica, no dia a dia, seus bens e objetos, seu futuro, sua família, sua
consciência e sua salvação, tudo isso é afetado por uma vida de pecado.
- No Universo,
todos os seres humanos do universo foram afetados pelo pecado, o resultado e o
pagamento pelo pecado praticado segundo Paulo, o Apóstolo dos Gentios, uma
grande figura bíblica do Novo Testamento, escritor de cartas importantes para o
discipulado do povo de Deus, diz em seu argumento “O salário do pecado é a
morte” Rm 6 v 23; O grande líder Moisés, príncipe egípcio, legislador hebreu,
homem de fibra e valoroso, registrou a penitência divina ao pecadores Adão e
Eva dizendo: “ no dia em que dela comeres, certamente morreras” Gn 2 v 17;
Vamos ver os aspectos desta morte:
a. Física: Gn 2
v 17; Tg 1 v 15;
É como nos
sabemos uma verdade bíblica, Hb 9 v 27;
b. Espiritual;
Rm 6 v 23;
A morte
espiritual é a separação da pessoa, em toda a sua natureza de Deus; é uma
barreira que impede o relacionamento para com Deus;
c. Eterna; Sl 9
v 17, Apo 20 v 15; Is 13 v 11.
Esta é a fase
final, quando o homem permanece morto espiritualmente diante de Deus, o
resultado final é a morte eterna; ou seja, definitiva sem retorno; Haverá um
julgamento final, neste julgamento os homens mortos no sentido espiritual
diante de Deus, receberão a sentença final, a segunda morte, a morte eterna,
não significa que não sentirão mais nada pelo fato de morrerem eternamente, mas
sim que sofrerão eternamente, para todo sempre; situação antagônica daqueles
que forem privilegiados pela vida eterna, se alegrarão e viveram felizes para
sempre, com Deus, Jesus,Espírito Santo e os santos anjos de Deus; Vestidos
Brancos, galardão, novo nome, vida eterna, paz eterna, alegria eterna; Glória a
Deus, para todo sempre; Meu irmão, vale a pena servir a Deus com sinceridade de
coração; Lembre-se está chegando o grande dia, a grande viagem, o momento único
e inigualável; Jesus está voltando, para buscar o seu povo. “Shalon a Hema”, “
Maranata”.
d. Efeitos do pecado
sobre os próximos, COMPETIÇÃO, é uma causa do pecado, um querer ser melhor do
que o outro, querer a mesma posição, o mesmo namorado, a mesma esposa, o mesmo
grau de conhecimento, a mesma terra e casa, enfim o egoísmo toma conta e domina
o ser humano. Tg 4 v 1,2;
e. Incapacidade
de empatia, viver alheio, viver despreocupado com os insucessos de seu próximo,
Observe as palavras de Paulo “ nada façais por partidarismo ou
vanglória, mas por humildade, considerando cada um aos outros superiores a si
mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada
qual o que é dos outros. Tende em vós mesmos sentimento que houve em Cristo Jesus ”
Fp. 2 v 3-5;
e. Rejeição da autoridade:
Não devemos
rejeitar a autoridade, mas respeitá-la, a rejeição a autoridade é uma
conseqüência do pecado, lembre-se para que toda a ação haja uma reação; A
autoridade existe para o nosso bem, porque precisamos ser policiados e
fiscalizados, conseqüência de uma vida de pecado, resultado de perdemos a
confiança em Deus. Houve
a necessidade de se criar regras e normas para viver-mos em harmonia, mesmo
assim isso ainda está longe de ser realizado, veja as guerras, o crime, a
ganância, a desordem social existente em nosso planeta, a fome.
f. Falta de amor;
Não amamos e nem
praticamos o amor ensinado por Jesus, a humanidade não aprendeu a amar ou
esqueceu-se da pratica do amor, veja as crianças e pessoas moradoras de rua, o
números de favelas, a falta de educação escolar, a falta de unidades e de
compromisso coma a saúde, o desemprego, a divisão da riqueza erroneamente, o
desrespeito para com Deus.
g. Ilustração de
alguns efeitos provocados pelo pecado:
O exemplo de
Sanção;
- O pecado
engana, cega, degrada, separa, escraviza, humilha enferma e mata;
- O exemplo do
primeiro casal, Adão e Eva;
- O pecado
separa, despe, provoca remorsos, gera atritos, provoca dores, entristece
enferma e mata;
h. Outros efeitos:
- Dores e
enfermidades, o Livro de Jô deixa claro, que nem todas as enfermidades e
resultado do pecado, embora no sentido geral, o sofrimento é resultado do
pecado. Gn 3 v 16-19; Rm 8 v 19-22;
- Perda da
comunhão para com Deus; Is 4 v 14; Lc 5 v 8;
- Escravidão
moral, o homem fica escravo do pecado, é uma força maléfica que toma conta do
homem, deixando-o longe e com dificuldades de praticar o bem. Rm 7 v 18-20;
- Culpado
perante Deus, com ou sem a vergonha, Gn 3v8, o homem se sente culpado diante de
Deus, Rm 3v19, sente os mesmos sintomas de um grande criminoso quando a
consciência reclama o mal cometido.
i. Presença permanente
no homem, Sl 51 v 3 “ o meu pecado esta sempre diante de mim” nasce escondido,
cresce gradualmente, manifesta-se publicamente e sempre esta presente, sempre
estará nos acompanhando.
- O pecado
conduz a miséria, no social, na moral, na psíquica, na mental, na física e
espiritual (Lc 15, 17 e Is 1 v 5,6);
7. Conseqüências
do Pecado
-Definhamento,
Desordem, paralisia, prisão, miséria, condenação, perda da santidade,
anormalidade, perda do poder, perda da liberdade, infelicidade, injustiça,
impureza, fraqueza, escravidão, tribulação, morte.
Obs. O pecador é
sério e um terrível mal, fuja dele, procure servir a Deus verdadeiramente, as
conseqüências do pecado são terríveis e desastrosas.
8. O Remédio para o Pecado.
O remédio é
servir a Deus, somente a Ele, em verdade e honra.
- A misericórdia
de Deus, Sl 51 v1, Lm 3 v 23;
- A lavagem
espiritual, Sl 51 v 2, 7, Tt 3 v 5, que é o nascer do espírito dito por Jesus,
João 3 v 5;
- A purificação
pelo sangue, Hb 9 v 22
- um novo
coração, Sl 51 v 10, Deus não reforma o homem, mas o transforma em uma nova
pessoa, Rm 6 v 4, II Cor 5 v 17;
9. O CAMINHO DO PECADO, como ele acontece
no homem.
a.
O Primeiro passo é a cogitação (pensar na
pratica do mal);
- o homem pensa como fará ou realizará o seu intento, nesta fase, poderá
haver o arrependimento e fazer com que deixe de dar seqüência aos demais passos
para o efeito final, nesta fase o mal está interno, portanto só aquele que
pensou e Deus é que sabe o que esta acontecendo, basta então uma vez que houve
o arrependimento, direto ou indiretamente, pedir perdão a Deus, sem haver a
necessidade de confessar publicamente o seu pecado.
b.
O segundo passo são os Atos Preparatórios
ou preparação;
Nesta fase o homem, passou do primeiro passo ao segundo, ou seja, ele
pensou e agora está se preparando para que o seu intento seja feito; Poderá
ainda haver uma arrependimento direto ou indiretamente, se for direto, peça
perdão a Deus e deixe o mal, se for indiretamente, analise a conseqüência e
observe se o seu próximo ao tomar o conhecimento manterá em segredo ou irá
declará-lo publicamente, neste caso procure o pastor da igreja e peça
orientações a respeito, caso o seu próximo decida por guardar em segredo, então
peça perdão a Deus e ao seu próximo.
Entenda como atos preparatórios os objetos ou os meios para o propósito
ser realizado;
c.
O terceiro passo é a execução;
Nesta fase o individuo executa o intento, tornando-se pública a sua
intenção, segundo a bíblia a execução já é considerado uma atitude grave e deve
haver a confissão, pois foi do conhecimento de todos, ou trouxe prejuízo a si
ou a terceiro, diante da sociedade, da família ou da igreja; Caberá ao
ministério da igreja julgar as conseqüências e disciplinar a atitude tomada do
pecador, com a finalidade de corrigi-lo e não perdê-lo, lembrando que a
misericórdia deve ser praticada, mas também a justiça devera ter o seu espaço
em evidência, para que o acusado se defenda, arrependa-se e volte ao convívio
do membrado, ressaltando que cabe verificar quais foram as conseqüências do
mal, pois o pecado foi iniciado com a execução e agora resta saber o resultado,
pois ainda poderá haver uma arrependimento imediato, podendo o mal ser sanado,
então haverá a conseqüência da tentativa e não do resultado final.
d.
O quarto passo é o resultado.
Muito bem, agora é o passo mais grave de todos, pois o pecado foi
pensado, preparado, executado e chegou ao resultado, ou seja, o intento deu
resultado, e não houve o arrependimento. Nesta situação deve ser aplicada à
disciplina da igreja e bíblica, visando também o arrependimento de quem causou
o resultado. Porém a igreja e o ministério deveram tomar decisões importantes e
se for o caso procurar a justiça pública, caso o resultado seja a morte ou uma
lesão grave. Devera ser julgado o resultado final, para depois tomar uma
decisão que poderá ter dois caminhos a espiritual (igreja) e a material
(ministério público) lembrando que quem toma conhecimento de um ato criminoso
segundo a lei, deve procurar a justiça pública, podendo incorrer no erro de
impedir que a lei seja cumprida, ou seja, co-participe do ato criminoso.
Existem situações morais, que são na esfera espiritual, portanto chamado de
pecado, porém não é o caso de ser crime, porem, existe pecado que também é um
crime. Crime este que poderá ser na esfera condicional ou incondicional, dentro
dos princípios das leis.
10. Diferença entre culpa e
dolo
- No dolo o agente quer o resultado final de qualquer forma; pode ser um
desejo maligno humano ou diabólico, sem arrependimento. Exemplo à vingança.
- Na culpa, o agente praticou o mal sem saber dos resultados, ou seja,
por lapso ou ignorância, o pecado também poderá ser praticado por ignorância,
por desconhecimento, ou involuntário;
11. Diferença entre pecado público
e não publico.
- Público, quando é do
conhecimento de todos (igreja, família, sociedade);
- Não publico, quando o
pecado é cometido somente pelo conhecimento do agente e Deus, deve haver um
comprometimento diante de Deus, da pessoa que cometeu o pecado de acordo com a
sua consciência, sua consciência deverá julgá-lo e cabe a ele tomar uma
atitude, dentro dos princípios bíblicos, para que não seja julgado e venha ser
condenado no final por ocultar um pecado que deveria ser confessado ou
revelado. O salmista disse: que enquanto estava calando o seu pecado, seus ossos
apodreciam.
12. O pecado poderá ser no
sentido coletivo ou individual;
Coletivo, quando é
promovido por uma comunidade ou grupo, exemplo rebelião, divisão;
Individual, quando é
cometido por uma pessoa;
OBS: Há também aqueles que ocultam o seu pecado, e disfarçadamente
apresentam-se diante da igreja e Deus, sem o devido confessamento, este será
julgado por Deus, “Nada permanecerá oculto para sempre diante de Deus, “Aquele que usa de engano não permanecerá” diz
a bíblia sagrada”. Exemplo: no Novo testamento, o caso de Ananias e Safira.
(morreram por causa da mentira e do pecado);
13. INIQUIDADE.
Quando a pessoa pratica o erro ou o pecado sabendo que é pecado, comete o
pecado de iniqüidade ou voluntário, isso é muito grave, cuidado com essa
prática, pois Deus o julgará.
Algumas atitudes cometidas pelo agente, sabendo que é pecado, às vezes
mesmo assim alcançam à misericórdia da parte de Deus, mas destacamos aqui
aqueles que pecam deliberadamente sem remorso, pecam desafiando a santidade e a
moral de Deus, tal pessoa recebe o titulo de “apóstata” e diz a Bíblia Sagrada, que o apostata será julgado por Deus.
14. PECADO DE IGNORANCIA
A pessoa pratica o pecado, sem saber que se trata de pecado, acredito no
perdão por parte de Deus, embora haja em vida, o resultado que o agente
colherá, sem saber o motivo e o porquê de tal situação. Às vezes comete o
pecado, porque o seu líder ensinou que tal pratica não é pecado, o resultado
será cobrado do líder, por Deus. Muitas pessoais são conduzidas e induzida a
pratica do pecado, até de maneira camuflada.
15. PECADO IMPERDOÁVEL
Texto, São Mateus 12 v 32;
Como entender o pecado imperdoável, há polemicas e diversas teorias sobre
o assunto, a uma teoria que diz que o
pecado imperdoável só ocorre após a morte, outra diz que o pecado imperdoável ocorrerá por ocasião da grande
tribulação, alguns defendem a
idéia de que o pecado imperdoável só existiu no momento em que Cristo esteve como
homem na terra. Entendo e concordo com a idéia de que o pecado
imperdoável é cometido somente por
aquele que conhece as verdades bíblicas sobre Deus, uma vez que, aquele
que não chegou ao conhecimento da verdade, não poderá ser acusado de pecado
imperdoável ou blasfêmia, uma vez que em nosso estudo já observamos que uma
pessoa que peca por falta de instrução correta ou conhecimento, comete o pecado
de ignorância. Muito bem, como então saber se uma pessoa cometeu o pecado
imperdoável, por observação e analogia, chegamos ao seguinte entendimento.
O Espírito Santo não tem mais contato com a pessoa que cometeu tal
pecado, se porventura haver na pessoa que se julga ter praticado o pecado, o
sentimento de arrependimento, então é evidente que o tal não cometeu o pecado,
e se cometeu, cometeu de forma involuntária, pois o Espírito Santo é o
responsável por despertar o sentimento de arrependimento e o convencimento dos
erros cometidos nas pessoas, se isso ocorre é porque o Espírito Santo não se
afastou da pessoa, caso contrario, não havendo qualquer forma de arrependimento
e se a pessoa for cônscia dos seus deveres para com Deus, então tudo leva a
crer que o tal cometeu o pecado imperdoável.
(In-tese) (mistério).
O pecado imperdoável é aquele que a principio atribui algo realizado pelo
Espírito de Deus ao Diabo, lembrando que há outras formas de pecar contra o
Espírito Santo, que não aponta para o pecado imperdoável, mas para um tipo que
entristece o Esp. Santo. No pecado imperdoável o Espírito Santo se afasta
definitivamente da pessoa; outra forma é aquela que não caracteriza o
imperdoável, mas entristece o Espírito Santo, nesta forma o Espírito Santo não
se afasta, mas se “cala” espera que a pessoa se arrependa e se humilhe a Deus
pedindo perdão.
15. PERDÃO DE PECADOS
Texto: Marcos 2 v 7;
É conferido exclusivamente por Deus, é dado por meio de Cristo;
São apagadas nossas transgressões, Is. 44 v 22, Hb 10 v 17;
Restauram o pecador diante de Deus, Is. 44 v 22;
É o começo e o inicio da salvação, pois o perdão é necessário para sermos
salvos. Rm 4 v 8;
O perdão é apenas o começo e não o fim. Hb 6 v 1-3;
O perdão acarreta em uma transformação moral e física, mudança de atos e
um estado necessário e continuado para adquirir a salvação definitiva que é a
vida eterna, muda-se as atitudes, os gestos, o comportamento, o linguajar, etc.
16. GRAUS DE PECADO.
Texto: I João 5 v
16,17;
No texto se reconhece que há diferentes graus de pecado, Jesus fez
distinção em Mt 23 v 14; Paulo disse que os homens podem piorar, II Tim 3 v 13;
Muitos dizem que os pecados tem sempre a mesma gravidade, mas isso não é
verdade, leia Rm 2 v 6; Apo 20 v 12, tais trechos deixam claros que haverá
níveis de condenação, onde será julgado entre o bem e o mal que as pessoas
praticaram. Mas a verdade é que pecado é pecado, e se não haver o perdão da
parte de Deus, todo pecado é mortal, Rm 3 v 23 e 6 v 23; Devemos observar as
conseqüências e o resultado provocado pelo pecado cometido, antes de tomarmos
uma atitude precipitada, quer no sentido de agravação ou atenuação, pois o erro
deixa as suas marcas, os seus frutos.
A diferença entre evangélicos e católicos, é que o pecador precisa
segundo os católicos de passar por penitencias sacerdotais, enquanto que os
evangélicos ensinam que o perdão independe da penitencia, pois o perdão é um
ato direto de Deus, sendo que algumas denominações evangélicas aplicam
disciplinas aos seus membros com o intuito de corrigir de forma exemplar
perante a comunidade, mas o perdão não pode ser negado, o que deve ser
observado, é se o praticante está arrependido, uma forma inicial é aceitando a
correção e se humilhando, diante de Deus em primeiro lugar e depois
demonstrando perante a comunidade que freqüenta, através de suas atitudes que
está arrependido.
Não devemos acusar ou julgar os nossos irmãos, pois tais atitudes são
diretivas do próprio Deus, que tudo conhece e sabe, Cristo deu poder a sua
Igreja para perdoar pecados, note bem, muitas vezes à igreja perdoa, mas será
que o pecado foi perdoado por Deus? Às vezes Deus perdoou o pecador, mas a
igreja resolveu disciplinar a pessoa de forma exemplar, esse direito foi dado por
Cristo, independente da salvação, pois o que diz a respeito ao perdão divino é
particular, a pessoa somente é que pode sentir o perdão divino, independente da
igreja.
16. CONCLUSÃO.
Algumas expressões como: Pecado Venial, Capital, Cardeal, são termos católicos,
que nada acrescentam ao nosso estudo principal.
Procure mais informações a respeito, pois esta apostila não esgota o
assunto, se consegui pelo menos despertar o seu interesse, já me sinto
realizado.
Querido Irmão, concluímos que pecado, sempre será
pecado, seja ele de grau maior ou menor, se não tomar-mos uma atitude de mudar
a nossa forma de servir a Deus, no sentido de servi-lo com sinceridade e
verdade, corremos o risco de perder a salvação e o nosso tempo de freqüência
nos cultos.
Também não podemos julgar os nossos irmãos que a nosso ver estão no erro,
mas devemos interceder a Deus para que revele a verdade e sua bondade a tais
pessoas, para que se arrependam. Não deixe o sentimento de culpa te dominar, se
você confessou e deixou, prossiga para o alvo e não erre mais, o diabo usa o
sentimento de culpa para nos impedir de receber-mos as bênçãos da parte de
Deus.
Encerro a minha parte citando o versículo: “Se dissermos que não temos
pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” I João 1 v 8;
“Se andar-mos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os
outros, e o sangue de Jesus Cristo seu filho, nos purifica de todo o pecado” I
João 1 v 7; Gloria a Deus.
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