Primeiramente,
lembremos que é impossível um membro viver separado do corpo, separado dos
demais membros. O que seria do pé se não fosse a perna? Como poderia a mão
receber sangue e comandos da cabeça se não fosse o braço? Como pode o crente
querer estar no corpo sem um ótimo relacionamento com os demais membros (vv. 21
e 25).
Não
há um membro que seja soberano aos demais, senão a cabeça. Há sempre em nossas Igrejas
irmãos que, por serem mais antigos ou exercerem algum cargo por um certo tempo,
se consideram superiores, de modo a não aceitarem exortações ou sugestões (vv.
22); são críticos em potencial e nunca aceitam estarem equivocados. Não confundamos
experiência com cegueira!!!
Você
já pensou se cada vez que a cabeça desse uma ordem a um membro, esse membro ficasse
"enrolando" para obedecer? Já pensou se a cabeça dissesse à mão:
"abra" e a mão respondesse com a pergunta: "agora? Por que eu? Peça
à outra mão?" A verdade é que nossa mão abre com naturalidade sempre que a
cabeça ordena. O crente deve obedecer assim: com naturalidade a ordem de
Cristo, com prazer e sem que seja forçado.
Alguma
vez você perdeu o controle das mãos e ela passou a fazer algo contrário a sua
vontade? No corpo de Cristo não deve ser diferente: não podemos continuar a
agir contrariamente a vontade de Cristo como algo natural. É de extrema
importância que o membro dê seu testemunho, afim de que o mundo saiba identificar
naturalmente de que corpo ele é. E mesmo que não haja mal em fazer algo,
devemos analisar se mesmo assim aquilo não vai escandalizar nosso próximo. Nos
previnamos dos comentários do tipo "ele é crente? Mas eu o vi em tal lugar
fazendo tal coisa?"
Você
se alimenta, trabalha e age naturalmente quando está gripado? É interessante
notar que a gripe ataca somente uma região do rosto. Você conseguiria cantar
enquanto um dedo seu é machucado, ou ao esbarrar o joelho em algum lugar. Do
mesmo modo, os membros devem ser unidos de tal forma a ponto de compartilhar
seus sentimentos, alegrias e tristezas, sem inveja ou descaso. (vv. 26).
Certamente
você nunca precisou pedir à mão: "por favor, poderia auxiliar a outra mão
a se lavar?". Quando você precisa erguer uma caixa pesada, as mãos
naturalmente se ajudam, se que se implore ou se nomeie cargos. É cômodo dizer:
"lavo as minhas mãos, isso é problema dele. Ele que se vire?" ou:
"não se meta, é problema meu". É necessário que entendamos que devemos
nos auxiliar, independente de cargos (vv. 25).
Ao
andarmos, uma perna avança e em seguida a outra avança mais adiante, com
distâncias que dependem da velocidade desejada, de forma programada sem que uma
atrapalhe a outra. Isto é organização. A obra de Deus não deve ser realizada de
forma improvisada. E para que haja organização, é indispensável à prática do
diálogo e que cada um faça a sua parte, mesmo que essa parte seja somente a
oração. É comum vermos sociedades internas da Igreja planejarem e não
cumprirem, ou cumprirem de qualquer jeito simplesmente porque foi marcado. Não
se deve trabalhar para um programa, mas sim para Deus, através do programa e
muito amor.
Por
último, é interessante notar que nossos órgãos vitais (importantes) ficam na
parte interna do corpo, de modo que ninguém os vê. O mais importante para a
Igreja não é o que se vê, mas o que está dentro de cada um. De nada adianta
dizer "como é bom estar com os irmãos" e ter problemas no
relacionamento ou não se importar com eles. De nada adianta ir a todos os trabalhos
e não ter vida limpa. De nada adianta dizer "que alegria é louvar a
Deus" e cultivar o mal humor. E nunca se queixe dizendo "sou inútil,
pois não prego, não estou no grupo de louvor, não sou diácono, não sou
presbítero, etc.". Lembre-se que o coração é vital ao corpo assim como a
oração, o aconselhamento, a visitação, o testemunho e outros o são para a
Igreja (vv. 15).
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pela sua visita... Volte sempre!!!